Parlamento somali aprova nomeação de Barre para primeiro-ministro

O parlamento somali aprovou, hoje, por unanimidade que o deputado Hamza Abdi Barre seja nomeado o novo primeiro-ministro do país, substituindo Mohamed Hussein Roble, no cargo desde 2020.

Hamza Abdi Barre

© Getty

Lusa
25/06/2022 14:36 ‧ 25/06/2022 por Lusa

Mundo

Somália

 

Os 220 deputados presentes hoje de manhã no parlamento votaram a favor da nomeação de Barre, de acordo com a comunicação social local.

O Presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, - o vencedor das eleições do passado 15 de maio - propôs Barre em 15 de junho último para assumir o cargo de primeiro-ministro, após vários dias de reuniões e muitos rumores na comunicação social.

Hussein Barre, 48 anos, estudou administração de empresas na Universidade Islâmica Internacional da Malásia e na Universidade de Ciência e Tecnologia do Iémen.

A sua carreira política começou em 2011, quando se tornou secretário-geral do partido político que Mohamud lidera atualmente, a União para a Paz e o Desenvolvimento (UDP), conhecido então como Partido para a Paz e o Desenvolvimento.

Barre ocupou o cargo até 2017 e, entre 2018 e 2020, o de presidente da Comissão Eleitoral Estadual de Jubaland (sul). Foi também conselheiro chefe do Ministério de Assuntos Constitucionais do Governo Federal (2015-2019) e conselheiro do presidente da Câmara de Mogadíscio (2014-2015).

Mohamud venceu as eleições presidenciais em 15 de maio, que ocorreram após vários atrasos desde o ano passado devido a disputas políticas, discrepâncias entre clãs e acusações de irregularidades.

O Presidente Sheikh Mohamud, que já tinha governado a Somália de 2012 a 2017, tornou-se o primeiro ex-presidente a ser reeleito.

Mohamud iniciou um novo mandato de quatro anos marcado por grandes desafios, nomeadamente enfrentar o terrorismo do grupo jihadista Al Shabab, que controla áreas do centro e sul do país, e a pior seca dos últimos quarenta anos, com 7,7 milhões de pessoas famintas.

A Somália vive um estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um Governo funcional e nas mãos de milícias e senhores da guerra islâmicos, noticia a agência espanhola Efe.

 

 

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