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Autoridades do Chade proíbem manifestação contra a França

As autoridades chadianas anunciaram a proibição dos protestos convocados para sábado pela coligação civil Wakit Tama, para protestar contra as "políticas francesas" no país, após os incidentes registados durante as manifestações de 14 de maio.

Autoridades do Chade proíbem manifestação contra a França
Notícias ao Minuto

17:32 - 27/05/22 por Lusa

Mundo Chade

"Esta marcha pode causar problemas de ordem pública", explicou o Ministério da Segurança, que alertou que aqueles que se juntam às mobilizações estão expostos a sanções previstas na lei, segundo o portal de notícias chadiano Tchad Infos.

No entanto, o porta-voz da Wakit Tama, Soumaine Adoum, sublinhou que a convocação se mantém apesar da decisão das autoridades e reconheceu que a detenção em 14 de maio dos seus principais líderes é um retrocesso para a coligação.

Adoum também enfatizou que as manifestações são a única maneira de enviar o gesto de protesto contra as políticas de Paris e criticou as autoridades por proibirem essas marchas, que terão o epicentro na capital do país, N'Djamena, conforme noticiou o portal de informação Alwihda.

A Wakit Tama solicitou ao Ministério da Segurança que os agentes destacados protejam os participantes na marcha e pediu "contenção" às forças de segurança.

A coligação reiterou que denuncia "as consequências da política da França no Chade, mas não a presença de franceses no país", entre críticas crescentes em alguns países da região ao envolvimento da França na luta contra o extremismo islâmico na região.

O Chade é liderado por um Conselho Militar de Transição (CMT) chefiado por Mahamat Idriss Déby, que assumiu o cargo após a morte em abril de 2021 do seu pai, o Presidente Idriss Déby, em combate com os rebeldes da Frente de Alternância e Concórdia no Chade (FACT).

O CMT nomeou em maio de 2021 um novo governo de transição no qual estão integrados alguns opositores e com Albert Pahimi Padacké como primeiro-ministro.

Déby sublinhou que não pretende permanecer no poder para sempre e prometeu trabalhar para a estabilização do país e a realização de eleições.

A morte do Presidente Déby - que estava no poder desde 1990, após liderar um golpe que derrubou o ditador Hissène Habré -- em plena ofensiva da FACT foi um duro golpe para a estabilidade do país e da região, devido à importância do território na luta contra o terrorismo internacional no Sahel e na bacia do lago Chade.

Leia Também: Chade apela à "greve ilimitada" pela libertação de seis opositores

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