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Refugiada que atacou embaixador russo em Varsóvia ameaçada de morte

Iryna Zemlyana encharcou o embaixador russo com ‘borscht’ polaco, uma espécie de sopa de beterraba, no ‘Dia da Vitória’. Desde então, recebeu “milhares de mensagens ameaçadoras”, foi adicionada à lista de “criminosos de guerra” da Rússia e teve de abandonar a capital da Polónia.

Refugiada que atacou embaixador russo em Varsóvia ameaçada de morte

Iryna Zemlyana - a refugiada ucraniana que encharcou o embaixador russo em Varsóvia, na Polónia, com ‘borscht’ polaco durante uma homenagem relacionada com o feriado russo do ‘Dia da Vitória’ - tem recebido “milhares de mensagens ameaçadoras” e foi adicionada à base de dados russa de “criminosos de guerra”. “Nunca vi um ataque tão grande na minha vida”, confessou.

O relato foi feito pela própria na rede social Facebook, onde explicou “o que acontece depois” de se “encharcar com sopa de beterraba no dia 9 de maio, em Varsóvia”. 

Sublinhe-se que, além de Iryna, outros manifestantes decidiram cobrir-se com o líquido vermelho, que simbolizava o sangue derramado pelas vítimas da invasão russa da Ucrânia.

A sopa viria a ser lançada mais tarde sobre o embaixador russo, Sergei Andreev, quando se dirigia a um cemitério para prestar homenagem a cerca de 21 mil soldados soviéticos. 

“Os russos mostraram-se muito gentis e prontos para matar pelo facto de o seu embaixador estar um pouco manchado com ‘borscht’ polaco”, começou por afirmar Iryna, que, na Ucrânia, era jornalista.

“Recebo milhares de mensagens ameaçadoras. Eu nunca vi um ataque tão grande na minha vida. Nas primeiras horas após a ação, todos os meus dados, incluindo o meu número de passaporte, morada na Ucrânia, número de telefone, e-mail, todas as minhas contas de redes sociais foram publicados nos canais de Telegram russos a pedir a minha destruição”, contou, acrescentando que foi ainda “adicionada à base de dados russa de ‘criminosos de guerra’”. 

A refugiada ucraniana revelou que recebe mensagens com “ameaças” de morte, agressão e violação, além de “um monte de insultos”. “Sou inundada com mensagens. Um número desconhecido toca no meu telemóvel a cada três minutos, um e-mail chega a cada minuto”, afirmou. 

O caso já foi entregue às autoridades polacas, que consideram que a “situação é grave”. Devido ao perigo, Iryna foi “obrigada” a fugir de Varsóvia sob proteção. “Li muitas coisas sobre mim que nunca soube - quem me patrocina, para quem posso trabalho, com quem trabalho em organizações polacas, que pontos de vista professo e assim adiante”, disse ainda.

A jornalista finalizou explicando que “parte da sociedade polaca acredita ingenuamente que boas relações ainda podem ser mantidas com a Rússia e acredita em russos bons” e, “por insistência” das pessoas envolvidas na sua segurança, “não pode” comentar mais sobre o tema.

“Nunca pensei que teria que fugir duas vezes”, rematou.

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