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Missão consultiva da UE retirada no início da invasão regressou à Ucrânia

A missão consultiva da União Europeia (UE) na Ucrânia regressou esta quarta-feira ao país, depois de ter sido forçada a sair no início da invasão russa, e irá apoiar as autoridades ucranianas na investigação de qualquer crime internacional.

Missão consultiva da UE retirada no início da invasão regressou à Ucrânia
Notícias ao Minuto

00:01 - 19/05/22 por Lusa

Mundo Guerra

Entre outras tarefas, esta missão irá "apoiar o trabalho do procurador-geral da Ucrânia para facilitar o trabalho de investigação e o julgamento de qualquer crime internacional cometido no contexto de agressão militar", referiu o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, citado no comunicado do Serviço Europeu de Ação Externa.

"Os responsáveis por atrocidades e crimes de guerra e seus cúmplices devem ser responsabilizados sob o direito internacional", sublinhou Borrell.

O novo destacamento da Missão Consultiva da UE para a Reforma do Setor da Segurança Civil na Ucrânia (EUAM Ucrânia) concentra uma equipa de 15 membros que irão "continuar os contactos com as autoridades ucranianas de forma mais direta e apoiá-las, em particular, na investigação e julgamento de crimes de guerra e crimes contra a humanidade".

A missão planeja aumentar gradualmente a sua presença na Ucrânia durante o verão, à luz da evolução da situação de segurança no país.

Nos últimos meses, esta missão, cuja sede temporária foi em Rszezow, no sul da Polónia, desenvolveu novas linhas de trabalho em apoio às autoridades ucranianas.

Realizou, por exemplo, a implantação de equipamentos no lado ucraniano da fronteira com a Polónia, Eslováquia e Roménia para facilitar o fluxo de pessoas e mercadorias.

Também apoiou as autoridades ucranianas, em particular o gabinete do Procurador-Geral e as agências de aplicação da lei, na investigação e repressão de crimes internacionais.

A guerra na Ucrânia, que hoje entrou no 84.º dia, causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas -- cerca de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,3 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

A ONU confirmou hoje que 3.778 civis morreram e 4.186 ficaram feridos, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora sob intensos combates.

Leia Também: Vice-primeiro-ministro russo diz a Melitopol para unir-se a família russa

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