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Reino Unido. Utentes com sequelas da Covid-19 consideram comprar oxigénio

Embora o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido afirme que gastou cerca de 260 milhões de euros na abertura de centros de coronavírus em todo o país, pacientes relatam esperas de meses para serem atendidos.

Reino Unido. Utentes com sequelas da Covid-19 consideram comprar oxigénio

Em Inglaterra, os pacientes que ficaram com sequelas da Covid-19 consideram "comprar oxigénio próprio", visto que o número de pessoas que procuram ajuda duplicou, segundo dados da instituição de caridade Asthma e Lung UK revelados à Sky News.

O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) garante ter gasto o equivalente a 260 milhões de euros em centros de Covid-19 em todo o país, mas alguns pacientes relatam ter que esperar meses para serem atendidos.

De acordo com a Asthma e Lung UK, nos últimos seis meses, cerca de meio milhão consultou os conselhos relativos ao coronavírus e ligou para a sua linha de ajuda, sendo que algumas pessoas estão já num estado "crítico". 

A mesma fonte avança que o número de casos praticamente duplicou entre setembro e março deste ano, devido à propagação da variante Ómicron no país.

Estima-se, com base nos dados mais atuais disponíveis no Office for National Statistics, que 1,8 milhões de pessoas, ou seja, 2,8% da população do Reino Unido, tiveram Covid-19 até ao dia 3 de abril. Desse número autorrelatado, 382 mil tiveram ou suspeitaram que tiveram coronavírus nas 12 semanas antes; 1,3 milhão pensam que tiveram no período anterior às 12 semanas; 791 mil pelo menos um ano antes e 235 mil há mais de dois anos.

De referir que a fadiga é o sintoma mais comum (51%), seguido de falta de ar (33%), perda do olfato (26%) e problemas de concentração (23%), sendo que dois terços, 1,2 milhão de pessoas, explicam que deter uma destas condições os impede de fazer algumas ou todas as suas atividades regulares.

Alguns pacientes pediram conselhos sobre como comprar o seu próprio oxigénio para ajudar na falta de ar, o que poderá ser um risco se não for prescrito e monitorado adequadamente. Outros dizem que estão perguntam sobre o acesso a cuidados particulares porque não conseguem obter ajuda do NHS.

De mencionar que, em Inglaterra, nos meses de março e abril 30% das pessoas esperaram mais de 15 semanas para serem atendidas em clínicas de Covid-19, informação do NHS, que não divulga o número total ainda à espera de uma consulta inicial.

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