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OSCE anuncia partida de emergência devido aos combates na Ucrânia

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), o único organismo internacional no terreno na Ucrânia, ordenou esta noite a partida de emergência da sua missão de observação, devido aos combates em curso.

OSCE anuncia partida de emergência devido aos combates na Ucrânia
Notícias ao Minuto

22:54 - 24/02/22 por Lusa

Mundo OSCE

"Tendo em conta a deterioração da situação de segurança, decidi retirar temporariamente todos os membros o mais rapidamente possível", escreveu a secretária-geral da OSCE, Helga Schmid, numa declaração.

A responsável elogiou o trabalho destes observadores, que têm sido, desde o início do conflito na Ucrânia em 2014, os "olhos e ouvidos imparciais [da organização] em todo o país".

"Esta decisão não foi tomada de ânimo leve e a deslocalização destina-se a ser temporária", acrescentou a diplomata alemã, dizendo que a operação se fará "em função dos dados relevantes no terreno".

Várias centenas de observadores de dezenas de países estão atualmente retidos, enquanto a missão parece ter sido surpreendida pela escala da invasão russa.

Moscovo tinha dado luz verde para o seu destacamento a partir de 2014 como parte dos acordos de paz de Minsk alcançados sob a égide da OSCE, bem como pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

Implantada em múltiplos locais, foi a única testemunha neutra presente na Ucrânia e publicou relatórios diários.

Vários países, incluindo os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, já tinham retirado o seu pessoal por razões de segurança.

Com sede em Viena - a capital de um país neutro - desde a sua criação em 1975, a OSCE nasceu no meio da Guerra Fria para fomentar o diálogo Leste-Oeste.

Tem atualmente 57 Estados membros, incluindo os países da NATO e os que se encontram na órbita russa.

A Rússia lançou hoje de madrugada uma ofensiva militar em território da Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocou pelo menos meia centena de mortos, 10 dos quais civis, em território ucraniano, segundo Kiev.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa "desmilitarizar e desnazificar" o seu vizinho e que era a única maneira de o país se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário, dependendo dos seus "resultados" e "relevância".

O ataque foi de imediato condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), União Europeia (UE) e Conselho de Segurança da ONU.

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