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China critica EUA face a informações sobre a retirada de diplomatas

A China expressou hoje "sérias preocupações e insatisfação" em relação aos Estados Unidos, após informações sobre um pedido de Washington para permitir a saída de diplomatas norte-americanos e respetivas famílias daquele país, face às restrições impostas contra a covid-19.

China critica EUA face a informações sobre a retirada de diplomatas
Notícias ao Minuto

16:06 - 26/01/22 por Lusa

Mundo Covid-19

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian, disse que as medidas de prevenção contra o novo coronavírus estão de acordo com os tratados internacionais que regem o tratamento do pessoal diplomático e que o país é "sem dúvida o mais seguro do mundo neste momento".

A China mantém uma política de "zero casos", que envolve a imposição de restrições nas entradas no país, com quarentenas de até três semanas, e testes em massa e medidas de confinamento seletivas quando um surto é detetado.

As aulas, incluindo as de escolas internacionais, passaram a ser dadas 'online', e as viagens entre Pequim e grande parte do resto do país estão suspensas.

Os requisitos mais recentes exigem testes para qualquer pessoa que compre medicamentos para a tosse, febre ou constipação.

As medidas são apresentadas como necessárias para a prevenção de grandes surtos, embora tenham causado um impacto significativo nas economias locais e na qualidade de vida.

"Deixar um local tão seguro só aumentaria significativamente o risco de infeção para os funcionários dos Estados Unidos", disse Zhao, em conferência de imprensa

"Achamos a decisão dos Estados Unidos desconcertante e injustificável", acrescentou o porta-voz.

Não é claro se algum funcionário da embaixada norte-americana em Pequim ou se as suas famílias deixaram a China nos últimos dias, numa altura em que as autoridades chinesas impuseram bloqueios em partes da cidade, antes da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, em 04 de fevereiro.

Em comunicado, um porta-voz não identificado do Departamento de Estado norte-americano disse que "o estatuto operacional da missão (diplomática) na RPC [República Popular da China] não mudou".

"Qualquer mudança no estatuto operacional seria baseada apenas na saúde, segurança e proteção dos nossos colegas e dos seus familiares", acrescentou.

A redução do pessoal da embaixada é algo que os Estados Unidos provavelmente gostariam de evitar antes ou durante os Jogos Olímpicos de Inverno.

A equipa da missão está a ser reforçada para apoiar atletas e treinadores norte-americanos que estão a participar nos Jogos.

Grupos de defesa dos direitos humanos apelaram a um boicote aos Jogos, devido a abusos cometidos contra minorias étnicas de origem muçulmana, em particular na região de Xinjiang, no extremo noroeste do país.

Os Estados Unidos e os seus principais aliados anunciaram que não enviarão dignitários como forma de protesto.

A China rejeitou o boicote diplomático.

Ainda sobre o pedido de Washington relacionado com a eventual saída de diplomatas do país, Zhao Lijian disse que Pequim vê o pedido como sendo politicamente motivado.

"A China expressou sérias preocupações e insatisfação ao lado norte-americano a esse respeito. Esperamos que os Estados Unidos cumpram e cooperem com as nossas regras contra a covid-19 e levem a sério a posição e as preocupações da China e considerem prudentemente a chamada questão de saída autorizada dos funcionários diplomáticos e consulares", disse Zhao.

Atletas e outros participantes dos Jogos estão a ser completamente isolados do público em geral para tentar evitar surtos.

A covid-19 provocou 5.602.767 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse (AFP).

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A nova variante Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em novembro, tornou-se dominante em vários países, incluindo em Portugal.

Leia Também: Covid-19. China rejeita críticas do FMI à sua política de "zero casos"

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