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Líbano assina acordo com Jordânia e Síria para garantir eletricidade

Os governos do Líbano, Jordânia e Síria assinaram hoje um acordo para o envio de eletricidade jordana para território libanês, onde se vive uma grave crise energética há meses devido a dificuldades económicas, as maiores na história do país.

Líbano assina acordo com Jordânia e Síria para garantir eletricidade
Notícias ao Minuto

13:25 - 26/01/22 por Lusa

Mundo Líbano

O ministro da Energia libanês, Walid Fayad, considerou o acordo assinado em Beirute um "momento histórico", sublinhando que cada hora adicional de eletricidade é "muito importante" para a população do país mediterrânico, onde o fornecimento diário de energia varia entre uma e quatro horas.

O acordo, que permitirá abastecer o Líbano com 150 megawatts no horário noturno e outros 250 durante o dia, foi financiado pelo Banco Mundial (BM) e assinado numa cerimónia na capital libanesa por Fayad e pelos homólogos jordano, Saleh al-Jarabshe, e sírio, Ghassam al-Zamel.

No entanto, o ministro libanês lembrou que a assinatura não se traduzirá numa maior oferta de imediato e sublinhou que o processo levará "tempo", período que estimou em pelo menos dois meses e que dependerá de uma série de variáveis, como o financiamento.

Por seu lado, al-Zamel indicou que a Síria "está pronta para se ligar à rede de energia" libanesa.

Nos últimos meses, Damasco reparou partes do seu sistema elétrico danificado durante mais de uma década de conflito armado, um processo de reabilitação com um custo estimado em cerca de 5,5 milhões de dólares (4,8 milhões de euros) e que tinha prometido concluir antes do final de 2021.

"A Síria insistiu em chegar a esse acordo e conseguiu concluir o trabalho em tempo recorde. Esperamos que este seja o início da cooperação árabe em todos os campos, não apenas na eletricidade", salientou al-Zamel na cerimónia.

Este acordo soma-se a um outro que o Líbano está a negociar para o envio de gás egípcio e ainda a um terceiro, já em operação, assinado com o Iraque para a obtenção de combustíveis em troca de serviços.

No entanto, mesmo com os três acordos implementados e a funcionar em pleno a capacidade de distribuição de energia só deverá chegar para 10 horas de abastecimento.

No verão passado, o Banco Central Libanês declarou o fim dos subsídios aos combustíveis, agravando a escassez e complicando ainda mais a crise de eletricidade num país fortemente dependente do uso de geradores privados que funcionam com gasóleo.

Com apenas algumas horas de abastecimento público por dia, a população é obrigada a contratar os serviços das chamadas "máfias dos geradores" que, em Beirute, fornecem em média doze horas de luz por um custo mensal bem acima do salário mínimo.

Leia Também: Líbano pode receber ajuda do FMI se fizer reformas

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