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Ucrânia. Reino Unido descarta envio de tropas a curto prazo

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou hoje que "não é provável no curto prazo" que o Reino Unido envie tropas para ajudar a Ucrânia a defender-se de uma potencial invasão militar da Rússia. 

Ucrânia. Reino Unido descarta envio de tropas a curto prazo

"Não penso que seja uma hipótese provável no curto prazo, a Ucrânia não faz parte da NATO", afirmou Boris Johnson no parlamento britânico, onde foi informar os deputados sobre os últimos desenvolvimentos da crise ucraniana e do clima de tensão entre Moscovo e o Ocidente.

Johnson respondia a uma pergunta do deputado do partido Conservador, Tobias Ellwood, que exortou o Governo britânico a "coordenar-se com os Estados Unidos e a avaliar uma opção mais simples e eficaz de dissuadir" uma potencial invasão russa. 

"Não é tarde demais para mobilizar uma presença significativa da NATO para a Ucrânia", defendeu este antigo soldado. 

Mas o primeiro-ministro britânico disse que Londres já está a ajudar a "fortalecer resistência ucraniana", com operações de treino das forças ucranianas por militares britânicos e o envio de equipamento de defesa.  

"O verdadeiro meio de dissuasão atualmente é o pacote de sanções económicas, que vai fazer doer a [Presidente russo, Vladimir] Putin e que espero que vá dissuadi-lo", argumentou.

Os Estados Unidos colocaram 8.500 militares em "alerta máximo" para um possível destacamento na Europa de Leste na sequência da escalada de tensões devido aos receios de uma invasão da Ucrânia pela Rússia.

Boris Johnson disse na sua declaração aos deputados que "o Reino Unido trabalhou em sintonia com os Estados Unidos e com os aliados em toda a Europa para evitar" uma invasão.

"Procuramos combinar o diálogo com a dissuasão, enfatizando como uma aliança ocidental unida cobraria um preço proibitivo por qualquer incursão russa na Ucrânia, inclusive impondo pesadas sanções económicas, e ao mesmo tempo estamos prontos, como sempre, para abordar quaisquer preocupações russas legítimas através de uma diplomacia honesta", sublinhou.

O chefe do Governo britânico participou na segunda-feira numa videoconferência com os líderes dos Estados Unidos, Comissão Europeia, França, Polónia, Alemanha, Itália e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), onde prometeram uma resposta coordenada no caso de a Rússia invadir a Ucrânia.

Os países ocidentais acusam a Rússia, que concentrou um grande número de tropas na fronteira com a Ucrânia nos últimos meses, de pretender invadir novamente o país vizinho, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia, em 2014, e de alegadamente patrocinar, desde então, um conflito em Donbass, no leste da Ucrânia.

A Rússia nega quaisquer planos para uma invasão, mas associa uma diminuição da tensão a tratados que garantam que a NATO não se expandirá para países do antigo bloco soviético.

Leia Também: Situação na Ucrânia é "último exemplo" de que "Europa está em perigo"

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