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Biden saúda investimento histórico da Intel no fabrico de semicondutores

O presidente dos EUA, Joe Biden, saudou sexta-feira o investimento "histórico" da Intel para produzir semicondutores nos EUA, considerando que é um meio de melhor assegurar a independência económica do país.

Biden saúda investimento histórico da Intel no fabrico de semicondutores
Notícias ao Minuto

06:01 - 22/01/22 por Lusa

Mundo EUA

"Este é um investimento verdadeiramente histórico nos EUA e para os trabalhadores (norte-)americanos", disse Biden, prometendo que o seu governo "vai utilizar todos os meios à sua disposição (...) para reforçar a nossa resiliência económica e produzir mais nos EUA, porque, 'in fine', trata-se de segurança nacional, de segurança económica".

A Intel anunciou um investimento de 20 mil milhões de dólares (17,6 mil milhões de euros) para produzir semicondutores nos EUA

A escassez destes produtos tem estado associada à subida dos preços nos EUA e ligada aos problemas das cadeias logísticas internacionais, o que tem levado os dirigentes políticos a pressionar as empresas para fazerem regressar a produção ao EUA.

Os semicondutores são essenciais para um grande número de setores e produtos, que vão das viaturas aos 'smartphones, passando por equipamentos médicos e até aspiradores.

A Intel anunciou a construção, a partir do início do ano, de duas fábricas de semicondutores nas proximidades da capital do Ohio, Columbus, com o objetivo de iniciar a produção a partir de 2025.

O investimento anunciado é apenas "inicial", detalhou o presidente do grupo, Pat Gelsinger, ao lado de Biden, na Casa Branca.

Joe Biden sublinhou, por seu lado, o enorme potencial económico, avançando com o exemplo dos automóveis, em que os semicondutores representam quatro por cento dos componentes, mas devem representar 30% em 2030.

A Intel pertence contratar três mil pessoas para estas fábricas, cuja construção vai mobilizar sete mil operários.

Com a pandemia do novo coronavirus, que realçou a dependência industrial ocidental da Ásia, os governos, em particular os dos EUA e da Europa, passaram a dar prioridade à segurança no seu aprovisionamento em semicondutores, depois de anos nos quais a fabricação foi deslocada para os países asiáticos pelos seus custos mais baixos.

O assunto também é diplomático, uma vez que os semicondutores são fabricados em grande parte em Taiwan, sobre o qual a China tem exprimidos reivindicações territoriais.

"Os EUA já foram o maior produtor mundial na fabricação mundial de semicondutores", recordou fonte da Casa Branca. "Mas nas últimas décadas, os EUA perderam a sua vantagem: a nossa parte da produção mundial de semicondutores passou de 37% para apenas 12%, durante os últimos 30 anos", ainda segundo a mesma fonte.

O discurso de Biden foi feito com cartaz em pano de fundo, onde se lia "Um futuro feito na América".

Os conselheiros económicos de JOE Biden já observaram também que, em 2020, um terço da subida dos preços, expressa em temos de média anual, devia-se "unicamente aos preços elevados das viaturas", precisamente onde a penúria dos semicondutores mais se fez sentir.

Também hoje, Biden pressionou o Congresso a adotar legislação que reforce a investigação e o desenvolvimento, bem como a produção nos EUA de produtos essenciais.

Leia Também: Vacinação. Juiz nomeado por Trump bloqueia medida de Biden

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