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Boris recusa demitir-se apesar de crescente insatisfação no partido

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, desafiou hoje novos pedidos de demissão da oposição e a deserção de um deputado conservador para o Partido Trabalhista, prometendo permanecer até às próximas eleições. 

Boris recusa demitir-se apesar de crescente insatisfação no partido

Hoje, o deputado Christian Wakeford, eleito em 2019 pela circunscrição de Bury South, no norte de Inglaterra, passou a representar o 'Labour' (trabalhistas britânicos), refletindo a crescente insatisfação na bancada parlamentar do partido do Governo.

Johnson mantém uma maioria parlamentar de quase 80 assentos e mostrou-se determinado em permanecer em funções até às próximas eleições legislativas, previstas para maio de 2024. 

"O Partido Conservador conquistou Bury South pela primeira vez em gerações sob este primeiro-ministro com uma agenda para unir e nivelar e ajudar as pessoas de Bury South. E venceremos novamente em Bury South nas próximas eleições sob este primeiro-ministro", prometeu durante o debate semanal no parlamento.

Mas o líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, reiterou o pedido de demissão ao chefe do executivo. 

"Como tantas pessoas em todo o país, ele [Christian Wakeford] concluiu que o primeiro-ministro e o Partido Conservador mostraram-se incapazes de oferecer a liderança e o Governo que este país merece", disse.

O pedido de demissão foi repetido pelo líder do Partido Nacional Escocês, Ian Blackford, e, surpreendentemente, pelo antigo ministro para o 'Brexit' (processo da saída britânica da União Europeia), David Davis.

"Ficou sentado aí há demasiado tempo apesar de todo o bem que fez. Pelo amor de Deus, saia", instou David Davis, um proeminente eurocético.

O primeiro-ministro britânico atravessa atualmente uma crise de confiança e luta para sobreviver na liderança do Partido Conservador, cujas sondagens indicam ter sido ultrapassado nas intenções de voto pelo Partido Trabalhista, a principal força da oposição. 

Boris Johnson arrisca uma moção de desconfiança interna, além de estar a ser pressionado pela oposição a demitir-se, devido a uma série de revelações nocivas de alegadas "festas" na residência oficial de Downing Street durante os confinamentos em 2020, violando as regras da altura para limitar a sociabilização.

Johnson pediu desculpas, mas insistiu que pensava que um encontro com bebidas alcoólicas em maio de 2020 se tratava de uma reunião de trabalho, desmentindo o seu antigo assessor Dominic Cummings, que garantiu ter avisado o primeiro-ministro de que era "contra as regras".

O primeiro-ministro afirmou que esteve no jardim de Downing Street durante apenas 25 minutos em maio de 2020 para agradecer aos seus colaboradores, antes de regressar ao trabalho no escritório no interior do mesmo edifício.

Mentir propositadamente no parlamento é considerada uma violação das normas de conduta dos ministros e motivo para demissão.

Um inquérito para apurar os factos está a decorrer, conduzido por uma funcionária pública de nível superior, Sue Gray, cujas conclusões são esperadas na próxima semana.

Foi noticiada a realização de pelo menos 10 alegadas "festas" por membros do Governo, assessores ou membros do Partido Conservador durante a atual pandemia de covid-19, incluindo na véspera do funeral do príncipe Filipe, o que levou a oposição a acusar o primeiro-ministro de tolerar uma cultura de violação das regras para conter a crise sanitária.

A comunicação social britânica noticiou hoje a existência de movimentações dentro do Partido Conservador, mas é necessário que 54 dos 359 deputados conservadores formalizem o apoio para avançar com uma moção de desconfiança interna, a qual terá de ser votada para Johnson ser derrubado e desencadear uma eleição na liderança dos 'tories' (conservadores).

Leia Também: "Ninguém me avisou que era contra as regras", diz Boris sobre festa

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