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Funcionários do Departamento de Estado dos EUA pirateados pelo Grupo NSO

Os telefones de 11 funcionários do Departamento de Estado norte-americano foram pirateados através da tecnologia israelita do NSO Group, indicou fonte citada pela agência noticiosa Associated Press (AP), que não a identifica.

Funcionários do Departamento de Estado dos EUA pirateados pelo Grupo NSO

Segundo a fonte, que a AP considera estar "familiarizada com o assunto", mas que não está autorizada a falar publicamente sobre uma investigação em curso, os 11 funcionários trabalham no Uganda

Alguns funcionários locais do departamento de Estado no Uganda também parecem ter estado entre os pirateados.

Não se sabe ainda que indivíduos ou entidades usaram a tecnologia da NSO para invadir as contas, ou quais as informações que foram obtidas.

As notícias sobre a pirataria informática, que foram relatadas pela primeira vez pela agência noticiosa Reuters, surgem um mês depois de o Departamento de Comércio dos Estados Unidos ter colocado o NSO Group na lista negra, limitando a sua capacidade de usar tecnologia norte-americana.

Na semana passada, a Apple processou o NSO Group com a intenção de pôr termo à pirataria a todos os iPhones e outros produtos da empresa, considerando a companhia israelita como os "mercenários amorais do século XXI".

Segundo a fonte citada pela AP, os funcionários do Departamento de Estado norte-americano foram pirateados a partir dos seus próprio iPhones.

Numa declaração, o NSO Group ter encerrado o "acesso dos clientes relevantes" ao seu sistema de "hacking", mas não disse quais eram.

A empresa disse que a sua tecnologia de espionagem está impedida de piratear telefones nos Estados Unidos e que só o vende a clientes licenciados. 

"A NSO não tem como saber quem são os alvos dos clientes, como tal, não sabíamos e não poderíamos ter conhecimento deste caso", disse a empresa. 

Ao anunciar o processo, a Apple enviou notificações para pessoas cujos iPhones foram pirateados com o sistema 'Pegasus' em países como El Salvador ou Polónia. Os funcionários visados do Departamento de Estado estavam entre eles. 

A Apple não quis comentar hoje as ações de pirataria no Uganda.

Leia Também: UE e EUA reforçam laços com ASEAN para Indo-Pacífico "livre e aberto"

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