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Irão executou detido por homicídio aos 17 anos. "Confissões sob tortura"

O Irão executou hoje um homem que tinha 17 anos na altura em que foi detido, apesar dos apelos das organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, que pediam há vários anos a alteração da pena.

Irão executou detido por homicídio aos 17 anos. "Confissões sob tortura"
Notícias ao Minuto

12:58 - 24/11/21 por Lusa

Mundo Arman Abdolali

A execução de Arman Abdolali, aos 25 anos, ocorreu durante a madrugada na prisão de Rajai Shahr, perto de Teerão, informou o portal oficial da autoridade judicial iraniana Mizan.

No passado dia 11 de outubro a organização Amnistia Internacional exortou o Irão a não executar o homem que tinha sido condenado em 2015 depois de ter sido acusado e condenado pelo assassinato de uma amiga, de 19 anos.

Na altura, as organizações não-governamentais internacionais consideraram o processo "grosseiramente injusto".

O acusado declarou que tinha escondido o cadáver num contentor de lixo, mas o corpo nunca foi encontrado.

Arman Abdolali foi condenado "num julgamento que teve como base confissões obtidas sob tortura", afirmou a Amnistia Internacional.

"Este jovem não era um criminoso. Tal como a vítima era oriundo de uma família respeitável. Na prisão, Arman continuou os estudos para obter o diploma", disse o funcionário judicial Hadi Sadeghi aos jornalistas no passado mês de outubro, em Teerão.

"As duas famílias conheciam-se, sendo que a vítima e o acusado pretendiam casar-se", acrescentou.

Segundo o tribunal, o crime ocorreu na sequência de uma discussão provocada pela "vítima quando ela disse a Arman" que queria abandonar o Irão.

De acordo com o portal Mizan, a mãe da vítima disse que perdoava o "culpado" se Arman indicasse a localização do corpo da filha.

O homem voltou a ser condenado à morte em 2020, durante um segundo julgamento, sendo que o tribunal decidiu que o adolescente era responsável pelo crime apesar da "ausência de provas", acusou na altura a Amnistia Internacional.

No início de 2020, vários artistas iranianos partilharam uma mensagem através da rede social Instagram pedindo à família da vítima "para renunciar à aplicação da sentença".

Por lei, cabe à família da vítima perdoar ou não o acusado condenado à pena de morte. 

Em 2020 e 2021, a execução de Arman Abdolali foi adiada várias vezes, devido às campanhas internacionais.

No ano passado, 246 pessoas foram executadas no Irão, de acordo com os dados da Amnistia Internacional.

O país é criticado com frequência pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e ONG internacionais pelas execuções de pessoas condenadas por crimes cometidos quando eram menores de idade, em clara violação da Convenção Internacional dos Direitos Humanos, ratificada por Teerão.

Leia Também: Chefe da AIEA visita Teerão em busca de "terreno de entendimento"

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