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Isolados na Europa. Os países que tomaram medidas para os não vacinados

Crescimento de casos Covid leva líderes políticos a tomar novas decisões para conter os casos e os que escolhem não tomar a vacina são os prejudicados.

Isolados na Europa. Os países que tomaram medidas para os não vacinados

O crescimento de casos Covid-19 em toda a Europa levou muitos países a ponderarem novas medidas para travar a propagação da doença e estas incidem especialmente sobre as pessoas que escolheram não ser vacinadas. 

Mediante as estatísticas, que apontam para os não vacinados como a maioria dos novos casos de Covid-19 na Europa, os líderes políticos tomaram a decisão de isolá-los. 

Comecemos pela Alemanha, que decidiu impor regras mais rígidas àqueles que não foram totalmente vacinados. Para andar de autocarro ou comboio, por exemplo, é necessário ou o comprovativo de vacinação ou um teste negativo.

Os alemães criaram o sistema 3G - recuperado, vacinado ou com teste negativo - no qual a entrada em determinados locais e ambientes públicos é limitada a estas pessoas. 

A partir desta segunda-feira, na capital alemã, Berlim, a prova de vacinação completa ou recuperação da Covid-19 nos últimos seis meses começou a ser necessária para a entrada em bares, restaurantes, cinemas e outros locais de entretenimento. 

Estas medidas, que funcionam praticamente como um "bloqueio aos não vacinados", como referiu o co-líder do Partido Verde, Robert Habeck, surgem numa altura em que o país voltou a bater recordes de novos casos Covid. 

Ali ao lado, na Áustria, o governo declarou o confinamento obrigatório aos não vacinados com idade superior a 12 anos. Para quem sair de casa, não vacinado, sem um motivo válido, haverá controlos policiais e multas que podem chegar aos 1.450 euros.

No início da semana, o chanceler austríaco realçou que pretende "levar os não vacinados a vacinarem-se, e não trancar os vacinados em casa". O objetivo destas medidas é "sair deste círculo vicioso e aumentar a taxa de vacinação", que é na ótica do governante "vergonhosamente baixa". 

Esta medida difícil, segundo caracterizou o chanceler, "já está a dar frutos" com "o aumento maciço das inscrições nos centros de vacinação". De notar que a Áustria enfrenta um aumento de novos casos, que atingiram, na segunda-feira, o número mais elevado desde o início da pandemia - 12.000 por dia, em média, num país de 8,9 milhões de habitantes.

No Reino Unido ainda não há nenhuma medida especificamente dirigida aos não vacinados, tendo o governo optado por uma abordagem de recomendação de reforço da vacinação a pessoas com idades entre os 40 e 49 anos e uma segunda dose da vacina Pfizer a ser administrada aos jovens com 16 e 17 anos.

Em França, volta ser obrigatório o uso de máscara nas escolas do primeiro ciclo e noutras faixas etárias nas regiões mais afetadas pela Covid-19, no entanto, o confinamento para os não vacinados, como acontece na Áustria, ainda não está em cima da mesa.

O passaporte sanitário em França, que limita a vacinados o acesso a locais públicos fechados, como restaurantes, cinemas, teatros ou museus deverá manter-se até final de fevereiro. Foram ainda reforçadas as medidas de controlo de fronteiras. 

Países começam a apertar medidas para travar aumento de casos

Os Países Baixos voltaram a um confinamento parcial desde este sábado. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do país, Mark Rutte. As regras estarão em vigor durante três semanas. O governo ordenou que os restaurantes e as lojas fechassem mais cedo, bem como os supermercados e o comércio não essencial. Estão também proibidos os espetadores em grandes eventos desportivos. 

Em Amesterdão, as celebrações da passagem de ano organizadas pela Câmara Municipal, como a contagem decrescente ou os espetáculos pirotécnicos, foram canceladas.

Também Munique, na Alemanha, anunciou esta terça-feira ter cancelado o seu mercado de Natal devido à situação “dramática” da Covid-19 na Baviera.

Estas medidas podem ser uma antevisão do que poderá acontecer noutros países nas próximas semanas, numa tentativa de conter o crescimento da pandemia. 

E em Portugal? 

A reunião do Infarmed, agendada para esta sexta-feira, antevê a possibilidade de novas medidas. No entanto, estas não deverão ser tão radicais como outrora. 

O primeiro-ministro, António Costa, admitiu esta terça-feira a possibilidade de novas medidas, mas que estas serão moderadas. "Não é previsível que se tenham de tomar medidas com dimensão do passado", explicou.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que é preciso "esperar pela reunião", mas o regresso da máscara na rua é "evidente".

Saiba aqui o que disseram peritos e políticos sobre o possível regresso das máscaras e confinamento. 

Leia Também: Novos confinamentos? "Não vale a pena antecipar cenários radicais"

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