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  • 14 AGOSTO 2022
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COP26. Manifesto de 40 mil jovens exige que sejam ouvidos nas discussões

Jovens de todo o mundo exigiram hoje ser "decisiva e significativamente envolvidos" no processo de decisão das resoluções da 26.ª cimeira do Clima das Nações Unidas, cuja presidência recebeu uma declaração subscrita por 40 mil pessoas.

COP26. Manifesto de 40 mil jovens exige que sejam ouvidos nas discussões

O presidente da 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, Alok Sharma, comprometeu-se a levar as exigências aos delegados da cimeira, assumindo não saber se "estarão de acordo com todos".

"Compreendo a tensão, a energia e até à raiva dos jovens. Vocês precisam de nós e nós precisamos de vocês, que me ajudem a argumentar junto dos delegados. Farei tudo para concretizar isto", afirmou.

Alok Sharma argumentou que os líderes mundiais e as delegações que negoceiam compromissos mais ambiciosos de redução de emissões poluentes e financiamento climático na cimeira "falam de biliões, de transição energética, e tudo isso se traduz em tentar ter um impacto em vidas de pessoas individuais em todo o mundo".

A ativista Ester Sanchez, do grupo Conferência da Juventude, associado à COP26, afirmou que entre as principais reivindicações dos jovens que subscreveram o documento estão o financiamento da adaptação às alterações climáticas e uma ideia de "justiça climática" para responder a uma "crise social alargada que exige ações radicais".

"Não se esqueçam que as nossas vidas e futuros estão nas vossas mãos", disse, acrescentando que a mensagem tem eco nas manifestações de jovens que hoje mesmo estão nas ruas da cidade-anfitriã da cimeira, Glasgow.

Na sua declaração/manifesto, exigem que a COP26 garanta que "a justiça climática está no centro das decisões tomadas e que o progresso decorra de forma transparente e inclusiva".

Exigem ainda que os governos assumam compromissos "alinhados com orientações científicas", pedem que finalmente haja um acordo para uma forma transparente de calcular o volume de emissões poluentes, que haja acordo sobre fundos de compensação para perdas e danos provocados em consequência das alterações climáticas.

"É crucial que a COP26 se envolva de forma significativa com a Declaração Global da Juventude", sintetizam.

A COP26 decorre seis anos após o Acordo de Paris, que estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura média global do planeta a entre 1,5 e 2 graus celsius acima dos valores da época pré-industrial.

Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em 2020, mesmo com a desaceleração económica provocada pela pandemia de covid-19, segundo a ONU, que estima que, ao atual ritmo de emissões, as temperaturas serão no final do século superiores em 2,7 ºC.

Leia Também: COP26. Oceanos cruciais no combate às alterações climáticas

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