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Moçambique aprova plano de contingência para época chuvosa 2021/2022

O governo moçambicano aprovou hoje o plano de contingência para época chuvosa 2021/2022, uma estratégia orçada em 10 mil milhões de meticais (135 milhões de euros), anunciou o porta-voz do Conselho de Ministros.

Moçambique aprova plano de contingência para época chuvosa 2021/2022

"Está previsto que tenhamos chuvas, ventos fortes, inundações urbanas e secas. A estes aspetos se juntam também as possibilidades de ocorrência de cheias e ciclones", declarou à comunicação social Filimão Suaze, após a 37.ª sessão do Conselho de Ministros na Presidência da República em Maputo.

No total, segundo dados do plano de contingência, mais de 1,6 milhões de pessoas podem ser afetadas, a maior parte das quais em distritos das províncias de Sofala e Manica, na região centro de Moçambique, que ainda tem marcas da passagem do ciclone Idai, em 2019.

"Esta reflexão é feita tendo em conta os exercícios anteriores, na medida em que já sofremos com eventos naturais. E é preciso considerar que ainda existem deslocados de guerra, tanto do cenário que nós temos por causa do terrorismo em Cabo Delgado como também devido a situações que ainda prevalecem no centro", declarou o porta-voz do Governo de Moçambique.

Uma fonte do INGD - Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres disse à Lusa que dos 10 mil milhões de meticais, o executivo moçambicano tem um défice de 7 mil milhões de meticais (94 milhões de euros).

A mais recente previsão sazonal indica que o centro de Moçambique pode sofrer mais intempéries que o resto do país nesta estação das chuvas, acentuando um padrão de anos anteriores, disse o chefe do departamento de previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inam), Acácio Tembe, em entrevista à Lusa na semana passada.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais.

Na época chuvosa 2020/2021 Moçambique foi assolado por eventos climatéricos extremos com destaque para a tempestade Chalane e os ciclones Eloise e Guambe, além de outras semanas de chuva intensa e inundações.

As intempéries provocaram pelo menos 96 mortes, afetaram 676.314 pessoas e causaram ainda 150 feridos, de acordo com dados do Governo.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas de dois dos maiores ciclones (Idai e Kenneth) de sempre a atingir o país.

Leia Também: Moçambique anuncia mais uma morte, 17 novos casos e 313 recuperações

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