Meteorologia

  • 07 OUTUBRO 2022
Tempo
19º
MIN 15º MÁX 30º

45 países exigem explicações da Rússia sobre envenemamento de Navalny

Um grupo de 45 países, incluindo Estados Unidos, Canadá e membros da União Europeia, exigiu hoje perante a Organização para a Interdição das Armas Químicas que a Rússia forneça explicações após o envenenamento, em 2020, do opositor Alexei Navalny.

45 países exigem explicações da Rússia sobre envenemamento de Navalny

De acordo com a Agência France Presse, Moscovo tem agora dez dias para responder às questões colocadas pelos países, de acordo como as regras da Organização para a Interdição das Armas Químicas (OIAQ), que tem sede em Haia.

Para especialistas ocidentais, o opositor do Kremlin foi vítima, em agosto do ano passado, do agente tóxico Novitchock, criado na época soviética. Alexei Navalny foi tratado na Alemanha, antes de ser detido no regresso à Rússia.

Moscovo negou sempre qualquer envolvimento neste caso.

"Hoje, 45 Estados, incluindo a Grã-Bretanha, informaram o conselho executivo da OIAQ que irão colocar formalmente questões à Rússia sobre o envenenamento de Navalny, sob o artigo 9.º da Convenção", escreveu a delegação britânica no Twitter.

Para os 45 países, de acordo com um extrato da declaração partilhada na conta da delegação britânica no Twitter, "é essencial que a Rússia exponha em detalhe as medidas tomadas para investigar e fazer luz sobre a utilização de uma arma química no seu território".

O Governo norte-americano, num comunicado citado pela Agência France Presse, refere que "os Estados Unidos e muitos membros da comunidade internacional há muito buscam esclarecimentos sobre a tentativa de assassinato pela Rússia de Alexei Navalny, com uma arma química em 20 de agosto de 2020, e sobre a sua intenção de cooperar com a OIAQ".

"Tendo em conta o seu estatuto de Estado parte da Convenção de armas químicas, a contínua falta de transparência e de cooperação da Rússia quando ao envenenamento é particularmente preocupante", lê-se no comunicado.

Os países ocidentais pedem à Rússia que descreva, com detalhe, as medidas que tomou depois de 20 de agosto de 2020, para acompanhar o incidente, e surpreendem-se com o facto de Moscovo não ter recebido especialistas da OIAQ para ajudar na investigação, apesar de um convite feito para o efeito em outubro do ano passado.

"Apesar de vários pedidos" de muitos Estados, "a Rússia até hoje não deu uma explicação credível para o incidente", lê-se num documento oficial publicado no 'site' da OIAQ e citado pela Agência France Presse.

"Não temos conhecimento de investigações internas em curso na Rússia", afirmam os países.

Composto por 41 Estados, o conselho executivo da OIAQ reúne-se esta semana para discutir os progressos feitos tendo em vista a eliminação das armas químicas no mundo.

Leia Também: Navalny enfrenta novas acusações por "extremismo"

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Sexto ano consecutivo Escolha do Consumidor e Prémio Cinco Estrelas para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download

;
Campo obrigatório