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Alemanha: Liberais sublinham "responsabilidade" no futuro governo

O líder do Partido Democrático Liberal (FDP), Christian Lindner, congratulou-se hoje com os resultados alcançados pela formação nas eleições alemãs deste domingo e sublinhou a "responsabilidade especial" que poderá recair nos liberais para a formação do futuro governo.

Alemanha: Liberais sublinham "responsabilidade" no futuro governo

Estas eleições "dão ao FDP uma responsabilidade especial" e "estamos prontos a dar a nosso contributo", declarou Lindner numa intervenção na sede do partido na capital alemã, Berlim.

Os resultados mostram que "os cidadãos querem uma formação de governo a partir do centro", sublinhou o liberal.

Christian Lindner assegurou ainda que o FDP irá manter, após as eleições de hoje, "a independência" que defendeu durante a campanha eleitoral.

Na mesma intervenção, o líder do FDP destacou "a subida notável" dos Verdes alemães, frisando a campanha de "caráter independente" que o FDP e o partido ecologista alemão conduziram ao longo dos últimos meses.

"As duas formações posicionaram-se a partir de perspetivas diferentes contra o 'status quo' da grande coligação [entre conservadores e sociais-democratas alemães]", prosseguiu.

"Agora chegou a hora de um novo começo", disse Lindner, concluindo que a votação de hoje deixou "uma mensagem política clara", que foi, na sua opinião, um fortalecimento do centro político e um enfraquecimento dos extremos.

Os primeiros dados apontam que o FDP, com cerca de 11% dos votos, bem como os Verdes alemães, com uma votação na ordem dos 14,6%, serão decisivos na hora de negociar uma coligação governamental, quer essa tarefa seja do Partido Social-Democrata (SPD) ou da ala conservadora da União Democrata-Cristã (CDU) e da União Social-Cristã (CSU, a sua congénere bávara).

Momentos mais tarde num debate televisivo, no qual participaram os principais candidatos, Christian Lindner não descartou a hipótese de integrar o cenário de coligação conhecido como "Jamaica", uma aliança entre conservadores, verdes e liberais que permitiria ao líder da CDU, Armin Laschet, liderar uma coligação governamental.

Após as eleições gerais de 2017, as negociações para esta coligação governamental falharam na sequência do abandono do FDP.

Christian Lindner recordou que a aliança falhou na altura porque os "contributos" dos liberais não foram tidos em conta.

Caso exista uma nova negociação neste sentido, o líder do FDP garantiu hoje que os liberais farão o possível para que exista um tratamento equitativo entre as formações políticas.

Nesse sentido, o político liberal convidou, de forma explícita, os Verdes a entrarem em negociações com o FDP, com o intuito de definirem "uma base comum" antes de negociarem com os partidos que podem assumir a tarefa de formar governo.

E acrescentou que na hora de negociar é imprescindível "colocar todos os pontos importantes diretamente na mesa".

Tanto os democratas cristãos, como os sociais-democratas, concordam que o novo governo da Alemanha tem de ser formado "antes do Natal".

As eleições federais alemãs hoje realizadas vão escolher a futura composição do Bundestag (câmara baixa do parlamento federal da Alemanha), após 16 anos de governação da chanceler Angela Merkel.

O chanceler é escolhido por votação indireta, isto é, os nomes indicados pelos partidos servem apenas para dizer que, caso vençam, aquele será o escolhido.

Nos principais partidos, Olaf Scholz é o candidato pelo SPD. Armin Laschet, ministro-presidente do Estado da Renânia do Norte-Vestefália, é o candidato da CDU. Os Verdes escolheram um nome pela primeira vez, a co-líder Annalena Baerbock.

De acordo com os resultados conhecidos até ao momento, nenhum partido irá conseguir uma maioria para formar imediatamente governo, sendo necessária uma coligação governamental.

Vários cenários de coligação possíveis têm sido avançados nas últimas semanas.

As negociações não têm prazo limite para terminar, sendo, até lá, nomeado um governo de gestão. Vários analistas acreditam que Angela Merkel ainda deverá fazer o habitual discurso de Natal na Alemanha.

Em 2017, foram precisos cinco meses para que a Alemanha formasse uma coligação e que o novo executivo tomasse posse para iniciar o seu mandato.

Cerca de 60,4 milhões de eleitores alemães foram hoje chamados a votar, menos que nas eleições legislativas de 2017.

[Notícia atualizada às 21h53]

Leia Também: Alemanha: Scholz fala de "grande sucesso" e apresenta-se como chanceler

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