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ONU condena violência sexual "generalizada e sistemática" no Congo

As Nações Unidas condenaram hoje a violência sexual "generalizada e sistemática", incluindo violações em grupo, perpetradas por grupos armados na província de Tanganica, na República Democrática do Congo (RDC), onde milhares de pessoas foram deslocadas.

ONU condena violência sexual "generalizada e sistemática" no Congo

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) está "profundamente preocupado" com a violência sexual perpetrada contra mulheres e raparigas na província oriental da RDC, disse uma porta-voz da agência, Shabia Mantoo, numa conferência de imprensa em Genebra.

A agência da ONU apelou às autoridades para que façam o necessário para assegurar que os casos sejam investigados e os responsáveis levados à justiça.

Pediu ainda às autoridades "para que reforcem urgentemente a segurança na chamada área do 'triângulo da morte' - que faz fronteira com várias localidades entre as províncias de Tanganyika, Maniema e Kivu Sul - a fim de proteger os civis, em particular as mulheres e raparigas, e permitir o acesso humanitário.

Só nas últimas duas semanas, os parceiros humanitários do ACNUR nas zonas sanitárias de Kongolo e Mbulula, registaram 243 atos de violação, 48 dos quais foram sofridos por menores, em 12 aldeias diferentes, com uma média de 17 ataques relatados por dia.

"Os números reais podem ser ainda mais elevados, uma vez que a denúncia de violência baseada no género continua a ser tabu na maioria das comunidades", disse Shabia Mantoo.

"O nosso pessoal tem ouvido relatos horríveis de violência extrema. As pessoas deslocadas acusaram grupos armados de violação em grupo, enquanto as mulheres tentavam fugir das suas casas. Algumas mulheres e raparigas foram raptadas e usadas como escravas sexuais por membros de grupos armados", acrescentou.

Segundo o ACNUR, estes ataques são realizados por grupos armados rivais que lutam pelo controlo das áreas mineiras - particularmente minas de ouro - e em retaliação às operações militares lideradas pelo governo.

Em julho, quase 310.000 pessoas foram desenraizadas pela insegurança e violência e estão atualmente deslocadas na província de Tanganica, de acordo com estimativas da ONU.

O ACNUR procura apoio financeiro adicional, tendo recebido apenas 36% dos 205 milhões de dólares (cerca de 174,2 milhões de euros) necessários para o seu funcionamento na RDC.

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