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Responsável dos EUA chega a Cartum para ajudar transição do Sudão

A administradora da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional chegou hoje a Cartum para apoiar a transição do Sudão para uma democracia liderada por civis e fortalecer a parceria entre os dois países.

Responsável dos EUA chega a Cartum para ajudar transição do Sudão
Notícias ao Minuto

15:38 - 31/07/21 por Lusa

Mundo Sudão

Samantha Power, que escreveu um livro vencedor do prémio Pulitzer sobre genocídio, vai reunir-se com altos responsáveis sudaneses, incluindo o general Abdel-Fattah Burhan, chefe do conselho soberano governante, e o primeiro-ministro, Abdalla Hamdok, o rosto civil do Governo de transição do Sudão.

A visita de Power a Cartum tem como objetivo "fortalecer a parceria da Administração norte-americana com os líderes e cidadãos em transição do Sudão e explorar formas de expandir o apoio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) à transição do Sudão para uma democracia liderada por civis", explicou a agência, em comunicado hoje divulgado.

A responsável norte-americana também viajará para a região oeste de Darfur, Sudão, onde esteve na década de 2000 a investigar as atrocidades da guerra civil.

"Visitei o Sudão pela primeira vez em 2004 -- para investigar um genocídio em Darfur perpetrado por um regime cujo controlo do poder parecia inabalável. Nem imaginava que o Sudão seria, um dia, um exemplo inspirador de que nenhum líder consegue ficar para sempre imune à vontade do seu povo", escreveu Samantha Power na rede social Twitter, após a sua chegada a Cartum.

O Sudão percorre atualmente um frágil caminho para a democracia, sendo liderado por um Governo civil-militar, depois de uma revolução popular, em 2019, ter provocado a expulsão dos militares que apoiavam o autocrata de longa data Omar al-Bashir.

O Governo de Cartum, que quer criar laços mais profundos com os Estados Unidos e os países do Ocidente -- depois de viver quase três décadas em isolamento internacional -, enfrenta grandes desafios económicos e de segurança, que ameaçam inviabilizar a transição.

A administradora da USAID pretende ainda encontrar-se com refugiados etíopes no Sudão, que fugiram recentemente do conflito e das atrocidades da região de Tigray, devastada pela guerra e que faz fronteira com o Sudão.

Desde que a guerra de Tigray começou, em novembro, dezenas de milhares de etíopes cruzaram a fronteira para o Sudão, aumentando os desafios económicos e de segurança do país.

A viagem de cinco dias de Power também a levará à Etiópia, com o objetivo de pressionar o Governo local a aceitar ajuda humanitária e evitar uma fome iminente em Tigray, uma região onde vivem cerca de seis milhões de pessoas.

Tigray protagoniza, neste momento, a pior crise de fome do mundo da última década, estimando as autoridades norte-americanas que cerca de 900.000 pessoas estejam a enfrentar situações de fome, agravadas, segundo especialistas internacionais, pela "perda da temporada de plantio" causada pela guerra.

O Governo da Etiópia aponta a responsabilidade da situação ao bloqueio imposto às forças de tomaram o controlo da região de Tigray e se expandiram para as regiões vizinhas de Amhara e Afar, mas um alto responsável da USAID afirmou, esta semana, em declarações à agência de notícias Associated Press, que essa não é "de todo" a realidade.

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