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Reino Unido aplica sanções a filho do Presidente da Guiné Equatorial 

O Reino Unido vai aplicar sanções financeiras ao vice-Presidente da Guiné Equatorial e filho do atual Presidente por corrupção e desvio de fundos públicos, e a cidadãos do Zimbabué, Venezuela e Iraque, anunciou hoje o Governo britânico.  

Reino Unido aplica sanções a filho do Presidente da Guiné Equatorial 

Teodoro Obiang Mangue, de 53 anos, é punido pelo envolvimento na apropriação indevida de fundos do Estado e desvio para contas bancárias pessoais, realização de contratos corruptos e solicitação de subornos, divulgou o Ministério dos Negócios Estrangeiros. 

Segundo o Governo britânico, o estilo de vida luxuoso de 'Teodorin', como é conhecido, é "inconsistente com o seu salário oficial como ministro do Governo".

Além de uma mansão de 100 milhões de dólares (85 milhões de euros no câmbio atual) em Paris e um jato particular de 38 milhões de dólares (32 milhões de euros), terá adquirido um iate de luxo, dezenas de automóveis de luxo, incluindo Ferraris, Bentleys e Aston Martins e uma coleção de objetos que pertenciam ao cantor Michael Jackson, com destaque para uma luva revestida de cristais usada na digressão do álbum "Bad", avaliada em 275.000 dólares. 

Teodoro Obiang Mangue foi condenado em fevereiro de 2020, em segunda instância, a três anos de prisão suspensa e ao pagamento de uma multa efetiva de 30 milhões de euros ao Estado francês por ter adquirido indevidamente património considerável em França com dinheiro desviado dos cofres da Guiné Equatorial. 

O país africano, membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), é presidido pelo pai, Teodoro Obiang, de 79 anos, no poder há 42 anos, desde 1979.

Segundo a justiça francesa, os juízes estimam um branqueamento de capitais na ordem dos 160 milhões de euros.

Na Suíça, 25 dos seus carros de alta cilindrada foram arrestados e vendidos por 21 milhões de euros, que foram então doados a um programa de ajuda social na Guiné Equatorial.

Outras pessoas adicionadas hoje à lista de sanções financeiras do Reino Unido são o empresário zimbabueano Kudakwashe Regimond Tagwirei cuja especulação com títulos do Tesouro provocou uma crise deflacionária no país, Alex Nain Saab Morán e Alvaro Enrique Pulido Vargas por abuso de programas públicos na Venezuela para fornecer alimentos e habitação a pessoas necessitadas, e o iraquiano Nawfal Hammadi Al-Sultan por corrupção e desvio de fundos enquanto governador da província de Nínive. 

O colombiano Alex Saab, considerado um testa-de-ferro do Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, encontra-se detido em Cabo Verde desde o ano passado enquanto aguarda a extradição para os Estados Unidos, onde é suspeito de branquear 350 milhões de dólares (295 milhões de euros) para pagar atos de corrupção do Presidente venezuelano através do sistema financeiro norte-americano.

Saab regressava de uma viagem ao Irão em representação da Venezuela, na qualidade de "enviado especial" e com passaporte diplomático, no pico da pandemia de covid-19.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab, disse que estas são pessoas que "encheram os seus próprios bolsos às custas dos seus cidadãos".

"O Reino Unido está empenhado em combater a praga da corrupção e responsabilizar os responsáveis pelo seu efeito corrosivo. A corrupção esgota a riqueza das nações mais pobres, mantém a sua população presa à pobreza e envenena o poço da democracia", lamenta, num comunicado. 

As sanções incluem congelamento de ativos e proibição de viagens ao país, medidas que já foram aplicadas antes a outros 22 dirigentes e outras pessoas de países como a Rússia, África do Sul, Sudão do Sul e América Latina.

[Notícia atualizada às 16h23]

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