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  • 28 NOVEMBRO 2021
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Aproximação entre Moscovo e Pequim representa "novos perigos" para NATO

O secretário-geral da NATO defendeu hoje que a aproximação política e militar entre a Rússia e a China representa "novos perigos" para a Aliança Atlântica e constitui uma ameaça multilateral.

Aproximação entre Moscovo e Pequim representa "novos perigos" para NATO

"A ordem baseada em regras - a base do multilateralismo - está ameaçada. A Rússia e a China estabelecem há algum tempo uma colaboração cada vez mais intensa tanto a nível político como militar. Trata-se de uma nova dimensão e de uma série de desafios para a NATO. Surgem novos perigos", disse Jens Stoltenberg numa entrevista ao jornal italiano La Repubblica. 

"Moscovo e Pequim coordenam cada vez mais as respetivas posições nas decisões que tomam em organizações multilaterais como a ONU. Por outro lado, realizam exercícios militares conjuntos, experimentam voos de longo curso com aviões de combate e (conduzem) operações marítimas, procedendo também a uma intensa troca de experiências sobre sistemas de armamento e controlo da rede de Internet", detalhou. 

Para o secretário-geral da NATO, a organização deve "adaptar-se" para responder, nomeadamente, "à ascensão da China como potência militar" e à "agressividade crescente da Rússia".

Estes assuntos vão ser analisados na próxima cimeira dos dirigentes da NATO, no dia 14 de junho, em Bruxelas, em que participa o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

"A China não partilha os nossos valores. Não acredita na democracia, na liberdade de expressão nem nos meios de informação", disse ainda Jens Stoltenberg.

"A China é muito ativa em África, na zona ocidental dos Balcãs e no Ártico. Empreende grandes investimentos chave na Europa. No ciberespaço é uma referência. Tudo isto tem um enorme impacto na nossa segurança", afirmou. 

Quanto à Rússia, a NATO tem de tomar medidas para uma "dupla aproximação: dissuasão e diálogo", em particular sobre o controlo de armamento.

"As nossas tropas estão presentes, rotativamente, no Báltico, na Polónia e na Roménia e temos novos modelos de intervenção para que em caso de crise os novos contingentes possam reforçar-se rapidamente", sublinhou Stoltenberg. 

Sobre a Bielorrússia, país próximo da Rússia e que faz fronteira com a Polónia, Letónia e Lituânia - três países membros da NATO - a Aliança Atlântica vai manter-se "vigilante". 

"Nós estamos naturalmente preparados, em caso de emergência, para nos protegermos e defendermos a cada um dos aliados sobre qualquer tipo de ameaça proveniente de Minsk ou de Moscovo", afirmou na mesma entrevista.

Leia Também: NATO defende relação "dual" com a Rússia e lamenta reforço militar

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