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Dirigentes procuram garantir gasolina no Sudeste dos EUA

Dirigentes federais e estaduais estão à procura de alternativas para fornecer gasolina ao sudeste dos EUA, depois de um ataque informático ao maior operador de oleodutos causar o esgotamento do combustível em mais de mil estações de serviço.

Dirigentes procuram garantir gasolina no Sudeste dos EUA

Não há escassez de gasolina, garantem responsáveis governamentais e analistas do setor da energia, mas se o encerramento do oleoduto se prolongar para lá do fim de semana pode criar perturbações maiores.

A Colonial Pipeline, que distribui cerca de 45% do combustível na Costa Leste, foi alvo na sexta-feira de um ataque informático por piratas que lhe bloquearam o acesso aos sistemas computorizados e exigiram um resgate para os desbloquear.

O ataque aumentou as preocupações, mais uma vez, sobre as vulnerabilidades das infraestruturas críticas dos EUA.

O oleoduto estende-se da Costa do Golfo à região metropolitana nova-iorquina, mas os Estados do Sudeste são os mais dependentes do oleoduto. Outras partes do país têm mais fontes de abastecimento. Por exemplo, uma quantidade substancial de combustível é levada para o Nordeste por petroleiros.

"O que se está a passar não é uma falta de oferta ou uma questão de oferta. O que temos é uma questão de transporte", disse Jeanette McGee, porta-voz de uma auto clube. "Há uma ampla disponibilidade de combustível nos EUA para o verão, mas estamos com um problema, que é o de transportá-lo para as estações de serviço, por causa do oleoduto estar fechado".

No Estado da Carolina do Norte, 28% das estações de serviço estão sem combustível, segundo a Gasbuddy.com, uma firma de tecnologia que acompanha em tempo real o preço dos combustíveis nos EUA.

O governador democrata da Carolina do Norte, Roy Cooper, pelou às pessoas para que comprem gasolina apenas se tiverem o depósito em vias de ficar vazio.

O governador declarou o estado de emergência na segunda-feira.

A mesma escassez ocorre nos Estados da Geórgia, com 17,5% das estações de serviço sem gasolina, Virgínia (17%) e Carolina do Sul (16%).

Grande parte do oleoduto recomeçou a funcionar, de forma manual, ao fim de segunda-feira, e a Colonial antecipou o recomeço de muitas das suas operações até ao final da semana, disse na terça-feira a secretária da Energia, Jennifer Granholm.

Contudo, a disrupção está a ocorrer na altura do ano em que os cidadãos dos EUA começam a ficar mais móveis, mais a mais quando a nação começa a emergir da pandemia.

A média nacional do preço por um galão (3,8 litros) de gasolina, na quarta-feira, excedeu os três dólares (2,5 euros) pela primeira vez desde 2016, segundo o AAA. Os preços começam a subir nesta altura do ano e aquele auto clube disse hoje que o preço médio nacional atingiu os 3,008 dólares.

"Você vai a alguns Estados e vê aumentos muitos maiores, em particular no Sul, porque é onde há o maior impacto, seja em termos de (falta de) gasolina, seja em termos de (aumento de) pessoas", afirmou McGee.

O AAA espera que mais de 37 milhões de pessoas viajem pelo menos até 80 quilómetros a partir de casa durante o fim de semana do feriado federal Memorial Day, no final do mês, 60% acima dos números de 2020, os mais baixos desde que o AAA começou a fazer registos em 2000.

Várias agências governamentais estão a coordenar esforços para responderem à situação.

Hoje, a Casa Branca informou, entre outras medidas, que o Departamento dos Transportes autorizou os Estados de Alabama, Geórgia, Kentucky, Luisiana, Maryland, Mississípi, Nova Jérsia, Carolina do Norte, Tennessee e Virgínia a usarem as autoestradas interestaduais para o transporte de gasolina e outros combustíveis.

Leia Também: Escassez de combustível nos EUA devido a ciberataque à rede de oleodutos

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