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Timor-Leste: Apoios a populações e conectividade são prioridades

O ministro das Finanças timorense disse hoje que o apoio às populações mais afetadas e a recuperação da conectividade entre Díli e os municípios, são as prioridades do Governo na resposta aos efeitos das cheias que assolaram o país.

Timor-Leste: Apoios a populações e conectividade são prioridades
Notícias ao Minuto

07:22 - 13/04/21 por Lusa

Mundo Cheias

"A vida e as condições de vida do nosso povo devem ser as questões mais urgentes a ser tratadas neste momento critico, seguindo-se depois as infraestruturas necessárias para a conectividade entre Díli e os municípios", disse Rui Gomes.

"Mais de 90% do nosso PIB interno tem origem em Díli. Muitas das nossas estradas estão agora cortadas, o que acrescenta dificuldades à mobilidade de pessoas e bens. Temos que tomar decisões rápidas para recuperar a conectividade, ainda que de forma temporária", frisou.

Rui Gomes falava num encontro de emergência de vários membros do Governo com representantes dos parceiros de desenvolvimento, incluindo embaixadas, agências das Nações Unidas e instituições, para analisar a resposta às cheias.

No discurso de abertura, Rui Gomes defendeu ainda uma melhor coordenação entre o Governo e os parceiros de desenvolvimento para apoio às populações deslocadas, permitindo assim que a assistência seja mais "eficaz e eficiente", tanto na mobilização como na alocação de recursos.

O encontro ocorre mais de uma semana depois das cheias que causaram pelo menos 36 mortos e 10 desaparecidos, milhares de deslocados e danos a infraestruturas privadas e públicas em vários pontos do país, com particular impacto em Díli.

"O alcance total do impacto ainda não foi determinado, mas os dados preliminares indicam efeitos severamente desastrosos que terão efeitos a longo prazo no desenvolvimento da nossa nação", refere o documento de introdução da reunião de hoje.

Dados mais recentes, que antecipam danos de mais de 100 milhões de dólares, notam que o mau tempo teve impacto nos 12 municípios e na Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA), afetando mais de 25 mil famílias e destruindo quase 4.400 casas.

Ao dia de hoje há 39 locais de alojamento temporário só em Díli, com mais de 13 mil deslocados.

Além de infraestruturas físicas, como estradas, pontes, leitos de ribeiras e escolas, as inundações afetaram ainda mais de 1.600 hectares de arroz e 295 hectares de outros produtos agrícolas em seis municípios.

As redes elétricas, de telecomunicações e de água foram seriamente danificadas, o que veio agravar o já complexo cenário de combate à covid-19, com o país no pior momento desde o início da pandemia.

"Garantir que os nossos cidadãos são cuidados e previstos, ao mesmo tempo que se trata de uma epidemia de saúde global, e abordar as reparações críticas das infraestruturas exigirá uma enorme quantidade de recursos, apoio e cooperação", nota ao Governo.

Rui Gomes destacou o facto de as cheias terem demonstrado que as principais infraestruturas físicas devem ser adequadamente avaliadas para que decisões de reconstrução sejam tomadas da melhor forma possível.

"A maior parte dos projetos não são construídos com base em avaliações rigorosas de impacto ambiental, o que também contribui para a qualidade do projeto em si", frisou o ministro.

"Campanhas educativas sobre desastres naturais e o ambiente nas nossas comunidades não são suficientes para convencer as pessoas a evitar que construam as casas em áreas de grande risco", frisou.

O governante disse que "a ajuda da comunidade internacional é inestimável" e que os parceiros de Timor-Leste podem contribuir respondendo a medidas de emergência, e depois em medidas a curto e médio prazo.

Entre os eventuais apoios o Governo destaca assistência técnica especializada "para apoiar os esforços de recolha de dados do governo", apoio "humanitário crítico muito necessário e assistência à reconstrução das infraestruturas danificadas" e, finalmente, "injetando fundos de emergência" para permitir ao Governo reconstruir serviços públicos e acompanhar melhor as infraestruturas. 

Recorde-se que Timor-Leste declarou na passada quinta-feira a situação de calamidade devido às cheias tendo formalmente aprovado solicitar o apoio à comunidade internacional.

O Governo quer concluir os trabalhos de emergência até final do mês, incluindo limpeza, apoio alimentar e de acomodação e a pequenos empresários, e finalmente até final do ano mais apoio para estudantes, empresas e para fomentar o emprego, com planos para incluir novos apoios para construção e reconstrução maia alargada este ano e em 2022.

Leia Também: Cheias: Governo do Japão, ANZ e Fundação Oriente anunciam ajudas a Timor

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