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Myanmar: Embaixada dos EUA condena "assassinato de civis desarmados"

Rangum, 27 mar 2021 (Lusa) - A embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) na Birmânia condenou hoje a junta militar governante por "matar civis desarmados", num dia em que a repressão a novos protestos pró-democracia no país deixou pelo menos 91 mortos.

Myanmar: Embaixada dos EUA condena "assassinato de civis desarmados"

"As Forças Armadas estão a matar civis desarmados, incluindo crianças, pessoas que juraram proteger com razão", disse a embaixada dos Estados Unidos num comunicado publicado na sua página no Facebook, citado pela agência France-Presse (AFP).

Num "dia de desgraça", as autoridades militares da antiga Birmânia (atual Myanmar) desencadearam neste sábado um massacre contra dezenas de civis, incluindo crianças, e o número de mortos é de pelo menos 91 pessoas, de acordo com o órgão de comunicação social local Myanmar Now, citado pela Efe.

Este é o dia com mais mortes desde o golpe de 01 de fevereiro liderado pelo chefe do Exército e da junta militar, Min Aung Hlaing, que hoje presidiu a um desfile militar por ocasião do Dia das Forças Armadas na capital, Naipiyidó.

De acordo com a contagem do Myanmar Now, as mortes ocorreram durante manifestações em cerca de 40 cidades em regiões e estados como Rangoon, Mandalay, Sagaing, Bago, Magwe, Tanintharyi e Kachin.

O número total de mortos, que até sexta-feira era de pelo menos 328, ultrapassa agora os 400.

Apesar da repressão com gás lacrimogéneo, borracha e munições reais, milhares de birmaneses desafiaram mais uma vez os militares e a polícia, inclusive em situações que puderam ser seguidas quase ao vivo nas redes sociais.

Os soldados e a polícia cumpriram a ameaça que a televisão e a rádio estatais transmitiram na sexta-feira - a de que atirariam nas costas e na cabeça dos manifestantes.

A maioria dos mortos nas manifestações desde o início de fevereiro foi atingida com tiros, muitos deles na cabeça.

Enquanto Min Aung Hlaing presidiu ao desfile em Naipyidó, para comemorar o Dia das Forças Armadas, muitos manifestantes falavam em "dia contra a ditadura militar" e "dia da desgraça".

O general referiu que sua missão é "defender a democracia" e prometeu realizar eleições sem especificar uma data específica.

Segundo o órgão de comunicação local Asia Nikkei, a Rússia, a China, a Índia, o Paquistão, o Bangladesh, o Vietname, o Laos e a Tailândia enviaram representantes à parada militar.

"A Rússia é um grande amigo", disse Min Aung Hlaing num discurso na presença do vice-ministro da Defesa russo, Alexander Formin.

Apesar destas presenças, a grande maioria dos países boicotou o evento e até mesmo algumas embaixadas, incluindo a espanhola, substituíram a foto da capa de suas páginas do Facebook por uma imagem preta, em sinal de luto.

Desde o golpe de Estado militar que se repetem nas ruas birmanesas as manifestações de protesto, ações que têm sido marcadas pela violência policial e do exército.

"Chegou novamente o momento de combater a opressão militar", declarou um dos líderes dos protestos, Ei Thinzar Maung, na rede social Facebook.

No dia 01 de fevereiro, os generais birmaneses tomaram o poder alegando fraude eleitoral nas legislativas do passado mês de novembro e contestando a vitória de Aung San Suu Kyi.

Desde o golpe de Estado repetem-se as manifestações de protesto marcadas pela violência policial e do exército.

De acordo com a AAPP, mais de 2.800 pessoas, incluindo políticos, estudantes e monges, foram detidas na sequência do golpe de estado.

Leia Também: Myanmar: Sobe para 91 número de mortos em protesto

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