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PR da Guiné-Bissau diz que Casamança é um problema dos senegaleses

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse hoje que o conflito em Casamança é "um problema dos senegaleses", recusando que haja qualquer "problema" ou "crise" com o país vizinho.

PR da Guiné-Bissau diz que Casamança é um problema dos senegaleses

"O problema de Casamança pertence aos senegaleses, nós não nos metemos, somos um país de pessoas sérias. Há pessoas que gostam de falar, que faz parte do quotidiano deles, não me meto nos problemas de Casamança, isso não nos pertence", afirmou o chefe de Estado, em entrevista à Lusa por ocasião do seu primeiro ano de mandato, assinalado em 27 de fevereiro.

Em janeiro, as autoridades senegalesas lançaram mais uma ofensiva contra o Movimento das Forças Democrática de Casamança (MDF), depois de as forças militares do Senegal terem denunciado abusos de rebeldes contra civis e para destruir campos de cânhamo (planta de canábis) indianos atribuídos à rebelião.

Os rebeldes de Casamança ameaçaram entrar na Guiné-Bissau se sofrerem ataques das tropas senegalesas a partir de território guineense, acusando as autoridades de Bissau de se terem aliado ao Senegal contra a região independentista.

O MFDC luta desde 1982 pela independência de Casamança, limitada a sul pela Guiné-Bissau e a norte pela Gâmbia.

As conversações de paz, tornadas ainda mais difíceis pelas divisões internas do MFDC, foram relançadas após a chegada ao poder do Presidente senegalês, Macky Sall, em 2012.

No entanto, estas não foram suficientes para um acordo que pusesse fim a um conflito que causou milhares de vítimas civis e militares, devastou a economia e forçou muitas pessoas a fugir da região.

Casamança foi trocada por Portugal com a França no século XVII, passando a integrar o Senegal, após a independência desta antiga colónia francesa, em 1960.

A integração é contestada pelos rebeldes - estimados entre 4.000 e 5.000 - que há 40 anos reclamam a independência de uma das regiões com mais recursos do país, considerada o "celeiro" do Senegal e com reservas de petróleo 'offshore' ainda inexploradas, mas que os independentistas consideram ter sido marginalizada em matéria de desenvolvimento

Leia Também: Guiné-Bissau "não voltará a estar perturbado" por golpes de Estado

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