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Myanmar: Golpistas apostam na diplomacia, manifestações prosseguem

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Myanmar, designado pela junta militar, deslocou-se hoje a Banguecoque para conversações com as potências regionais, que tentam um acordo para terminar com os protestos após o golpe militar no país asiático.

Myanmar: Golpistas apostam na diplomacia, manifestações prosseguem
Notícias ao Minuto

18:35 - 24/02/21 por Lusa

Mundo Myanmar

Banguecoque, 24 fev 2021 (Lusa) -- O ministro dos Negócios Estrangeiros de Myanmar, designado pela junta militar, deslocou-se hoje a Banguecoque para conversações com as potências regionais, que tentam um acordo para terminar com os protestos após o golpe militar no país asiático.

Estas conversações surgem num momento em que o balanço da repressão das manifestações aumentou hoje para cinco mortos, com uma organização de socorro local a anunciar a morte de um manifestante sob detenção.

O ministro Wunna Maung Lwin reuniu-se com os seus homólogos da Tailândia e Indonésia no primeiro encontro conhecido entre um membro da junta e representantes de Governos estrangeiros.

Há várias semanas que o exército birmanês é alvo de condenações internacionais pelo derrube da chefe do Governo civil Aung San Suu Kyi num golpe militar em 01 de fevereiro.

A junta militar enfrenta manifestações diárias maciças e um movimento de desobediência civil que abrange todos os setores da sociedade de Myanmar, a antiga Birmânia.

Hoje, a ministra dos Negócios Estrangeiros indonésia, Retno Marsudi, manifestou a sua preocupação pela segurança e bem-estar da população birmanesa, ao considerar necessário um "processo de transição democrática inclusivo".

"Pedimos a todas as partes que demonstrem contenção e não recorram à violência, para evitar vítimas e efusões de sangue", declarou aos jornalistas em Jacarta.

Nas duas últimas semanas, Marsudi evocou a crise em Myanmar no decurso de visitas ao Bornéu e Singapura, e durante contactos telefónicos com outros homólogos da Ásia do Sudeste.

A ministra tinha manifestado a intenção de se deslocar a Naypyidaw, capital administrativa de Myanmar, para transmitir pessoalmente a posição da Indonésia e de outros países, mas disse que a vista foi adiada.

Centenas de manifestantes voltaram a concentrar-se hoje, pelo segundo dia consecutivo, defronte da embaixada da Indonésia no centro de Rangum, a maior cidade do país.

No protesto, exprimiram o seu descontentamento pelo diálogo mantido entre o país vizinho e a junta -- oficialmente designada Conselho de Administração do Estado --, e exibiram cartazes com a frase "Parem de negociar com eles", e "Indonésia, não apoies o ditador", indicou a agência noticiosa AFP.

Nas últimas três semanas, os generais birmaneses não cessaram de intensificar o recurso à força para enfraquecer a mobilização a favor do regresso do Governo civil, com milhares de pessoas a descerem às ruas em desfiles diários.

O número de mortes desde o golpe de Estado subiu hoje para cinco, após a morte de um homem de 20 anos que foi detido e estava ferido numa perna após uma manifestação no passado fim de semana em Mandalay, a segunda maior cidade do país.

As manifestações prosseguiram hoje por todo o país, desde Rangum -- onde grupos étnicos minoritários com os seus trajes tradicionais desfilaram com as suas insígnias -- até Mandalay, onde os manifestantes surgiram montados em elefantes, onde foi colocada a frase "Abaixo a ditadura militar".

Desde a sua detenção na manhã de 01 de fevereiro que Aung San Suu Kyi não é vista em público.

A laureada com o prémio Nobel da Paz, 75 anos, mantida em local secreto desde a sua prisão, foi indiciada por motivos não políticos, devido supostamente a ter importado "ilegalmente" intercomunicadores e violado uma lei sobre a gestão das catástrofes naturais.

Uma primeira comparência em tribunal está agendada para 01 de março.

Leia Também: Myanmar: Indonésia anuncia negociações com envolvidos na crise política

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