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Líderes dos maiores partidos cabo-verdianos nos apelos finais da campanha

Praia, 23 out 2020 (Lusa) - O presidente do MpD afirma que o partido no poder em Cabo Verde tem condições para reforçar a liderança autárquica nas eleições de domingo, enquanto a líder do PAICV diz que é tempo de "resgatar" o país.

Líderes dos maiores partidos cabo-verdianos nos apelos finais da campanha

Nas mensagens divulgadas nas últimas horas pelos líderes dos dois partidos que dividem a presidência das 22 câmaras do país, e quando se cumpre o último dia de campanha eleitoral, ambos enfatizaram a importância da votação de domingo, em plena crise sanitária e económica, provocada pela pandemia de covid-19 e que antecedem as legislativas, dentro de cinco meses.

"O que está em jogo é o que conquistamos até agora, o que está em jogo é o futuro próximo. É o momento de defender, mais uma vez o legado do MpD [Movimento para a Democracia]", afirmou Ulisses Correia e Silva, que é também primeiro-ministro de Cabo Verde, numa mensagem divulgada hoje pelo partido, que nas eleições de 2016 venceu 18 das 22 câmaras.

E Ulisses Correia e Silva garante que o MpD -- partido que o reconduziu no cargo de presidente já este ano - quer mais: "Nós temos todas as condições para, em todos os municípios de Cabo Verde, continuarmos e reforçarmos o bom trabalho que tem sido feito, ainda mais e melhor".

Do lado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que em 2016 conquistou duas câmaras com os seus candidatos (as restantes duas ficaram nas mãos de independentes), as autárquicas são vistas também como o primeiro passo para as eleições legislativas, previstas para março.

"O meu apelo, por Cabo Verde: Ajudem-nos a resgatar Cabo Verde", escreveu Janira Hopffer Almada, que foi reconduzida em dezembro de 2019 presidente do PAICV e que tenta levar o partido de novo à governação do país, como aconteceu no período de 2001 a 2016 (MpD venceu as eleições legislativas de 2016).

Numa campanha eleitoral que hoje chega ao fim - iniciou-se em 08 de outubro -, marcada pelos apelos, inconsequentes por parte da generalidade das candidaturas, ao cumprimento das regras de prevenção à covid-19, nomeadamente de uso de máscara e distanciamento social, a bipartidarização do país voltou a ser clara, desde logo com MpD e PAICV a serem os únicos partidos com listas próprias em todas as autarquias e os respetivos líderes a visitarem todos as ilhas.

Os dois principais partidos trocaram ainda várias queixas na Comissão Nacional de Eleições, que produziu praticamente uma centena de deliberações sobre as eleições de domingo, entre diferentes assuntos, em quase dois meses.

Mais de 330 mil eleitores são chamados domingo às urnas em Cabo Verde, distribuídas por 864 meses de voto, para escolher os órgãos locais das 22 autarquias, nas oitavas eleições municipais do arquipélago.

Concorrem ao mandato de quatro anos 65 listas às Assembleias Municipais e 64 às Câmaras Municipais, das quais 53 de partidos políticos (de quatro partidos) e 12 de grupos de cidadãos.

As últimas autárquicas em Cabo Verde aconteceram em 04 de setembro de 2016.

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