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Líbano: Um quarto das crianças de Beirute em risco de ficar sem escola

O Comité Internacional de Salvamento (IRC) avisou hoje que um quarto das crianças da capital libanesa está em risco de ficar sem escola, após a explosão no porto de Beirute no início de agosto.

Líbano: Um quarto das crianças de Beirute em risco de ficar sem escola
Notícias ao Minuto

06:33 - 28/09/20 por Lusa

Mundo Beirute

"Com 163 escolas danificadas na explosão de Beirute, pelo menos uma em cada quatro crianças da cidade está agora em risco de ser privada de escolaridade", apontou o IRC numa declaração.

"Mais de 85.000 estudantes foram inscritos nas escolas danificadas e levará até um ano a reconstruir os edifícios mais destruídos", acrescentou a organização não-governamental.

A explosão no porto de Beirute a 04 de agosto matou mais de 190 pessoas e feriu mais de 6.500, devastando zonas inteiras da capital.

De acordo com o exército libanês, mais de 85.000 instalações foram danificadas, incluindo casas, hospitais e escolas.

"Globalmente, esperamos ver muito menos crianças matriculadas nas escolas e uma elevada taxa de abandono escolar à medida que o ano avança", acrescentou o diretor do IRC Líbano, Mohammad Nasser.

A ONG explica esta potencial taxa de abandono escolar pelo possível ritmo lento da reconstrução, pais preocupados com os custos adicionais e a segurança dos seus filhos a caminho de uma nova escola, ou crianças forçadas a trabalhar para ajudar as suas famílias.

As escolas libanesas ainda não reabriram, devido a um grande aumento de casos de covid-19 no país nas últimas semanas.

O início do ano letivo foi adiado para meados de outubro.

O Líbano registou mais de 35.000 casos de infeção com o novo coronavírus desde fevereiro, que provocaram pelo menos 340 mortes, de acordo com os números oficiais.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 33 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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