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Israel e Líbano preparam-se para resolver disputa fronteiriça marítima

Israel irá realizar conversações com o Líbano no próximo mês, num esforço raro para resolver uma disputa fronteiriça marítima de longa data, de acordo com um responsável israelita não identificado em declarações hoje à agência Associated Press.

Israel e Líbano preparam-se para resolver disputa fronteiriça marítima
Notícias ao Minuto

22:26 - 26/09/20 por Lusa

Mundo Israel e Líbano

O ministro israelita da Energia, Yuval Steinitz, irá liderar uma delegação do seu país nas conversações, que serão mediadas pelos Estados Unidos, segundo o mesmo funcionário. É provável que representantes dos três países falem por videoconferência devido à pandemia do coronavírus SARS-CoV-2, ainda segundo o mesmo responsável.

A AP não obteve até agora qualquer comentário por parte do Líbano.

Israel e o Líbano não têm relações diplomáticas e estão tecnicamente em estado de guerra. Ambos os países reivindicam cerca de 860 quilómetros quadrados (330 milhas quadradas) no Mediterrâneo como pertencentes às respetivas zonas económicas exclusivas.

Os dois países esperam explorar e desenvolver novos campos de prospeção de gás no Mediterrâneo, na sequência de uma série de grandes descobertas nos últimos anos. A diplomacia norte-americana tem vindo a desenvolver esforços no sentido de aproximar as duas partes e criar condições para a realização de conversações diretas.

O Líbano, que se encontra mergulhado numa grave crise económica, está especialmente interessado em desenvolver recursos energéticos offshore.

A acontecerem, estas conversações constituem um novo sucesso diplomático da Administração Trump no Médio Oriente, depois do recente de reconhecimento formal de Israel por parte do Bahrein e dos Emirados Árabes Unidos.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, presidiu no passado dia 15 à assinatura dos dois acordos de reconhecimento do Estado israelita e abertura de relações diplomáticas entre Israel e os dois países do Golfo.

Os acordos foram assinados na Casa Branca, em Washington, perante uma audiência de mais de 700 convidados, e enquadram-se, segundo os analistas, numa tentativa de Trump aparecer junto do eleitorado norte-americano como o líder pacificador do Médio Oriente, a poucas semanas das eleições onde procura um segundo mandato presidencial.

Israel invadiu o Líbano durante a guerra civil de 1975-1990, em resposta a ataques transfronteiriços de militantes palestinianos a partir do Líbano, e ocupou uma faixa de território no sul daquele país até 2000.

Em 2006, Israel travou uma guerra de um mês com o Hezbollah, o grupo militante xiita transnacional apoiado pelo Irão. O Hezbollah, considerado como um grupo terrorista por Israel e os Estados Unidos, entre outros países, e pertencente a uma aliança política que domina o Parlamento e o Governo libaneses, expandiu largamente o seu arsenal militar desde então, e é hoje considerado por Israel como a sua ameaça militar mais premente.

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