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O "ato terrorista islâmico" que voltou a deixar Paris em alerta

Do ataque, na rua onde se situava a antiga redação do jornal Charlie Hebdo, resultaram dois feridos graves. Foram detidos sete suspeitos.

O "ato terrorista islâmico" que voltou a deixar Paris em alerta

Paris voltou a ficar em alerta, esta sexta-feira, após um ataque na rua onde se situava a antiga redação do jornal Charlie Hebdo, alvo de um ataque terrorista em janeiro de 2015. Recorde-se que este novo ataque ocorre numa altura em que teve início o julgamento dos atentados contra a redação em 2015.

Do ataque, com recurso a uma arma branca, resultaram dois feridos graves: dois jornalistas - um homem e um mulher-, da produtora de documentários PLTV.

O incidente ocorreu pelas 11h45 locais (10h45 em Lisboa), tendo o suspeito do ataque sido detido pouco tempo depois na Praça da Bastilha, a pouca distância. No decorrer das investigações, as autoridades antiterroristas de França detiveram mais seis pessoas, com idades compreendidas entre os 24 e os 37 anos.

De acordo com a imprensa francesa, o principal suspeito é de origem paquistanesa e tem 18 anos, sendo conhecido das autoridades por pequenos delitos e posse ilegal de arma. O ministro do Interior divulgou que o atacante chegou a França há três anos, com estatuto de menor não acompanhado, mas não estaria identificado como um jovem radicalizado.

De acordo com um fonte judicial, um antigo colega de quarto do principal suspeito ficou em prisão preventiva esta noite por alegado envolvimento no caso. Este é um dos sete suspeitos já detidos.

A Procuradoria antiterrorismo de França assumiu a investigação ao ataque, abrindo um inquérito por "tentativa de homicídio relacionado com ato terrorista e organização terrorista criminosa".

A decisão, explicou o procurador, baseou-se em três fatores: a localização do ataque, junto à antiga redação do jornal satírico, o momento, visto estar a decorrer em Paris o julgamento de cúmplices do ataque ao Charlie Hebdo, e a "vontade manifesta do autor de atentar contra a vida de duas pessoas".

Em breves declarações à imprensa quando visitou o local, o primeiro-ministro francês, Jean Castex, afirmou a "firme determinação" do Governo de "lutar por todos os meios contra o terrorismo e "o seu compromisso inabalável" com a liberdade de imprensa.

Ministro do Interior qualifica ataque de "ato terrorista islâmico"

O ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, afirmou que o ataque foi um "ato terrorista islâmico" contra França e contra os jornalistas.

Tendo o ataque acontecido junto ao prédio onde ocorreram os atentados à redação do jornal satírico Charlie Hebdo em 2015, Darmanin disse que a zona foi "subavaliada" em termos de segurança.

"Pedi ao prefeito de polícia para nos dizer porque é que a ameaça foi subavaliada nesta rua", esclareceu, já que este ataque acontece durante o julgamento do processo dos ataques ao Charlie Hebdo que decorre desde setembro no Tribunal de Paris.

Gérald Darmanin disse ainda que a segurança será reforçada nas sinagogas devido às comemorações do Yom Kippour, que acontecem domingo e segunda-feira.

Charlie Hebdo manifesta solidariedade "às pessoas afetadas" pelo ataque

A equipa do jornal satírico Charlie Hebdo manifestou, através do Twitter, o seu apoio e solidariedade aos "antigos vizinhos e confrades" da produtora Premières Lignes e "às pessoas afetadas" pelo "odioso ataque" junto à sua antiga redação.

Em janeiro de 2015, dois extremistas islâmicos mataram 12 pessoas num ataque ao Charlie Hebdo, que mudou depois de instalações para um local não revelado.

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