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Já há pelo menos 137 mortos em Beirute. O que se sabe até agora?

As duas explosões fizeram pelo menos 137 vítimas mortais, 100 desaparecidos e mais de cinco mil feridos, de acordo com o balanço mais recente.

As autoridades de resgate libanesas têm procurado por sobreviventes por entre os destroços dos edifícios e os investigadores sugerem negligência para as explosões sucessivas que devastaram a cidade de Beirute esta terça-feira, 4 de agosto. De acordo com o mais recente balanço feito pelo ministro da Saúde, Hamad Hassan, estão confirmados pelo menos 137 mortos, 100 desaparecidos e mais de cinco mil feridos.

Mas é expectável que o balanço de vítimas continue a aumentar, devido ao nível de destruição provocado pelas explosões. O ministro deu ainda conta de um número elevado de desaparecidos.

Dezenas de milhares de libaneses ficaram sem casa depois de as ondas emitidas pelas explosões terem destruído vários edifícios, 'atirando' tudo o que era mobiliário para as ruas e partindo janelas a vários quilómetros de distância.

As explosões foram provocadas por um incêndio que se alastrou para um armazém com 2.750 toneladas de material explosivo - nitrato de amónio - que se encontrava guardado há seis anos e sem condições de segurança no porto da cidade.

O responsável do porto de Beirute admitiu que foram feitos pedidos para retirar os materiais explosivos, mas que esperou durante seis anos sem que a questão tivesse sido resolvida.

À Reuters, uma fonte próxima das investigações preliminares deu conta de que a explosão está a ser considerada resultado de "inação e negligência", por "nada ter sido feito" por comités e juízes envolvidos nos pedidos de retirada do material explosivo. 

O governo do Líbano já ordenou que todos os funcionários do porto envolvidos no armazenamento e segurança desde 2014 foram postos em prisão domiciliária e foi decretado  estado de emergência de duas semanas.

[Notícia atualizada às 9h00 de dia 06/08/2020]

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