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Governo húngaro questiona cidadãos sobre eficácia no combate à pandemia

O Governo da Hungria publicou hoje um questionário com 13 tópicos acerca da gestão da pandemia no país, uma manobra propagandística recorrente utilizada pelo primeiro-ministro, Viktor Orbán, para consultar a população sobre assuntos sensíveis para a governação.

Governo húngaro questiona cidadãos sobre eficácia no combate à pandemia
Notícias ao Minuto

22:46 - 08/06/20 por Lusa

Mundo Hungria

O chefe do Governo húngaro já utilizou campanhas de propaganda semelhantes desde o regresso ao poder, em 2010.

Os questionários de "consulta nacional" anteriores abordaram questões como a nova Constituição do país ou a imigração, mas têm sido criticados pelas perguntas politicamente orientadas, assim como as respostas limitadas.

A publicação feita através das páginas do Governo na rede social Facebook explicita o conteúdo das questões deste novo questionário, que incluiu a avaliação da proteção dos lares para idosos durante a pandemia ou uma proposta para exigir à União Europeia fundos para apoiar os Estados-membros afetados pela doença provocada pelo novo coronavírus.

A primeira questão pede aos húngaros que respondam com a medida que acharam mais eficaz para combater a pandemia. Entre as opções estão o uso de máscaras, o estacionamento gratuito ou até o encerramento das fronteiras.

Na segunda-feira, o chefe da diplomacia húngara, Péter Szijjártó, disse no parlamento que os cidadãos vão receber este questionário pelo correio nas próximas semanas e vão ter de o reenviar, respondido, até 15 de agosto.

"Temos uma grande necessidade em criar pontos de concordância baseados no que podemos ganhar nas próximas fases de proteção" do país contra a covid-19, explicitou o governante.

A Hungria registou, até agora, mais de 4.014 casos e 548 óbitos.

Em 30 de março, o parlamento húngaro aprovou uma controversa lei que permite a Viktor Orbán governar por decreto até nova decisão, no âmbito do estado de emergência aprovado com o objetivo de combater a pandemia.

A decisão motivou preocupações, nomeadamente da Comissão Europeia, que garantiu estar a monitorizar com particular atenção o exercício dos poderes reforçados do Governo húngaro no quadro da crise da covid-19.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 404 mil mortos e infetou mais de sete milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.485 pessoas das 34.885 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados, embora com menos mortes.

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