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ONU e sociedade civil da RCA lançam plataforma para apoiar população

A sociedade civil da República Centro-Africana (RCA) e a agência das Nações Unidas para o VIH/Sida (UNAIDS, na sigla em inglês) lançaram uma plataforma que pretende reduzir a vulnerabilidade de pessoas em grupos de risco à pandemia de covid-19.

ONU e sociedade civil da RCA lançam plataforma para apoiar população

"A 'Solidariedade para a Ação' é uma plataforma criada pelas associações de pessoas que vivem com VIH, antigos doentes com tuberculose, associações de controlo da malária e populações-chave e organizações de direitos humanos na RCA (...) que visa assegurar a mobilização e uma cooperação das ações destes atores da sociedade civil, a fim de reduzir a vulnerabilidade à doença do novo coronavírus entre estas populações mais frágeis", refere um comunicado da UNAIDS.

Com esta plataforma, as organizações envolvidas pretendem "assegurar a continuidade do acesso a serviços de combate à VIH, tuberculose e malária, assim como o respeito dos direitos humanos no contexto de uma crise mundial sem precedentes", acrescenta a nota.

A RCA registou o seu primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus em 14 de março e totaliza, desde então, 94 casos confirmados da doença, segundo os dados mais recentes, datados de segunda-feira.

O documento defende que o país está "particularmente frágil" face à pandemia, dada a "fragilidade do seu sistema de saúde, com um número limitado de profissionais de saúde e ausência de unidades de cuidados intensivos" para tratar casos mais graves.

"Além disso, a população da RCA é também muito vulnerável devido, entre outros fatores, a uma elevada taxa de subnutrição, ao grande número de doentes de tuberculose e de pessoas com VIH, das quais menos de metade têm acesso a tratamento, à elevada incidência de outras doenças não transmissíveis, como a diabetes, e às condições da população que vive com VIH", aponta o comunicado.

O documento aborda também "as difíceis condições económicas e sociais das populações, incluindo mais de 700.000 deslocados".

A plataforma vai realizar atividades e iniciativas de apoio à resposta à covid-19 junto destes grupos de risco, incluindo formas de assegurar o acesso a meios e materiais de prevenção, como gel desinfetante, dispositivos de lavagem de mãos, e distribuição de máscaras certificadas para as populações mais vulneráveis.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 257 mil mortos e infetou quase 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

O número de mortes provocadas pela covid-19 em África subiu hoje para 1.959, com mais de 49 mil casos da doença registados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017. A 7.ª Força Nacional Destacada, constituída por 180 militares, partiu recentemente para o país, de forma a integrar a missão da ONU, a Minusca, durante seis meses.

Em abril, o G5, um grupo de Estados e instituições parceiras da RCA, elogiou o Governo do país pelo empenho na luta contra a pandemia de covid-19 no seu território.

Na ocasião, os parceiros invocaram o mandato da missão das Nações Unidas na RCA e pediram ao Governo para preservar a segurança pública e a assegurar à população civil numa cooperação entre o executivo e a força de paz da ONU.

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