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Assassinado ex-guerrilheiro das FARC, o 14.º desde o início do ano

Um ex-combatente das FARC foi hoje assassinado por desconhecidos no município colombiano de San Vicente del Caguán, no departamento de Caquetá (sul), o 14.º ex-guerrilheiro assassinado na Colômbia desde janeiro deste ano.

Assassinado ex-guerrilheiro das FARC, o 14.º desde o início do ano

Rodrigo Londoño, presidente do partido Força Alternativa Revolucionária do Comum (FARC), conhecido por "Timochenko" no decurso da atividade da guerrilha, denunciou no Twitter o homicídio do "signatário do acordo" de paz Holman Fabio Montes Sánchez, 38 anos, "assassinado na aldeia de Sinaí".

"Não há pior cego que aquele que não quer ver: homicídio 187 de signatários do acordo, o 14.º desde o início de 2020", disse Londoño.

Os frequentes assassinatos de ex-guerrilheiros das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que se associaram ao acordo de paz, motivaram na terça-feira uma manifestação no centro de Bogotá para exigir ao Governo colombiano que trave o que designam de "genocídio".

De acordo com números do partido FARC, surgido da desmobilização da guerrilha, desde 01 de dezembro de 2016, quando entrou em vigor o acordo de paz assinado uma semana antes, foram assassinados 187 combatentes, uma média de quase cinco por mês.

Na quarta-feira, Alberto Brunori, representante do Gabinete da alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, alertou para esta situação na apresentação em Bogotá do relatório anual deste organismo sobre o país sul-americano.

"Existe uma situação grave em relação aos [assassinatos] de ex-combatentes [das FARC] e no tema de líderes e defensores e defensoras dos direitos humanos", assegurou.

Em 31 de dezembro, a ONU alertou que pelo menos 77 ex-guerrilheiros foram assassinados na Colômbia em 2019 e denunciou ainda 14 pessoas desaparecidas e 29 tentativas de homicídio.

Na sequência deste balanço, o organismo considerou 2019 como "o ano mais violento" para os ex-guerrilheiros das FARC.

Na quinta-feira, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, também manifestou em Genebra preocupação pela situação na Colômbia, no decurso da primeira sessão anual do Conselho, onde foi abordada a situação dos direitos humanos em 10 países, metade latino-americanos.

Sobre a Colômbia, Bachelet exprimiu preocupação pelo recurso ao exército para reprimir os protestos sociais, ou a persistência de elevados níveis de violência que motivaram graves violações dos direitos humanos, incluindo 36 massacres.

"Defender os direitos humanos permanece uma atividade de elevado risco na Colômbia", sublinhou Bachelet, ao assinalar que em 2019 o seu gabinete detetou pelo menos 108 assassinatos de ativistas, sem incluir os ex-membros das FARC.

No seu relatório anual, a Provedoria do Povo da Colômbia elevou este número para 134.

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