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ONU pede à Coreia do Norte para deixar proteger população de Covid-19

O Conselho de Segurança das Nações Unidas apelou à Coreia do Norte para permitir a entrada de equipamentos que ajudem a proteger a população do coronavírus Covid-19, disseram fontes diplomáticas.

ONU pede à Coreia do Norte para deixar proteger população de Covid-19
Notícias ao Minuto

06:10 - 28/02/20 por Lusa

Mundo Covid-19

O risco representado pelo COVID-19 para o país asiático foi discutido na quinta-feira pelo Conselho de Segurança numa reunião à porta fechada para analisar a aplicação de sanções internacionais que pesam sobre o regime de Pyongyang.

De acordo com o embaixador alemão na ONU, Christoph Heusgen, responsável pelo dossiê, a comissão responsável por supervisionar as sanções deu permissão imediata à exportação desses equipamentos.

"O problema agora é que a Coreia do Norte fechou a fronteira. Em torno da mesa [do Conselho] foi feito um apelo à Coreia do Norte para permitir a entrada desse equipamento para que a população fique mais protegida", disse aos jornalistas.

Heusgen disse que não sabe se houve um caso naquele país, já que as informações que chegam são "extremamente limitadas".

Em janeiro, o regime de Pyongyang comunicou às embaixadas presentes na Coreia do Norte que qualquer diplomata estrangeiro que tivesse visitado a China recentemente seria submetido a uma quarentena de um mês, o que complica ainda mais a obtenção de informações, segundo o embaixador alemão.

Por enquanto, não é conhecido qualquer caso na Coreia do Norte, embora dois dos principais focos do Covid-19 estejam localizados nas vizinhas China e Coreia do Sul, o que levou as autoridades norte-coreanas a fecharem as fronteiras com o território chinês desde 22 de janeiro.

Nesta quarta-feira, o relator da ONU para a Coreia do Norte, o argentino Tomás Ojea Quintana, pediu a Pyongyang para não aumentar o isolamento do país e autorizar a entrada de médicos especialistas que ajudem o país nas tarefas de prevenção.

"Maior isolamento do país não é a resposta", disse Ojea Quintana em comunicado.

O Covid-19, detetado em dezembro na China e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou pelo menos 2.858 mortos e infetou mais de 83 mil pessoas, de acordo com dados de meia centena de países e territórios.

Das pessoas infetadas, mais de 36 mil recuperaram.

Além de 2.788 mortos na China continental, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França, Hong Kong e Taiwan.

Dois portugueses tripulantes de um navio de cruzeiros encontram-se hospitalizados no Japão, um dos quais com confirmação de infeção e o outro por indícios relacionados com o novo coronavírus.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.

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