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Julgamento de investigadores franceses detidos no Irão começa em março

O julgamento dos investigadores franceses Fariba Adelkhah e Roland Marchal, detidos no Irão desde junho por "ameaçarem a segurança nacional e fazerem propaganda contra o regime", começa em 03 de março em Teerão, informou hoje o seu advogado.

Julgamento de investigadores franceses detidos no Irão começa em março
Notícias ao Minuto

10:45 - 18/02/20 por Lusa

Mundo Irão

A antropóloga franco-iraniana Fariba Adelkhah é acusada de dois crimes -- propaganda contra o regime e ataque à segurança nacional -- enquanto Roland Marchal é acusado "apenas" de ameaça à segurança social.

"A data do julgamento foi marcada para 13 de Esfand (no calendário iraniano, ou seja, 3 de março) às 09:00", disse o advogado Saïd Dehqan à agência de notícias francesa AFP.

O advogado negou que os dois investigadores tenham sido já julgados e sentenciados, como afirmou na terça-feira o porta-voz da Autoridade Judiciária, Gholamhossein Esmaïli, numa conferência de imprensa.

Fariba Adelkhah, antropóloga franco-iraniana, e o seu companheiro Roland Marchal - especialista no Corno de África e que foi a Teerão para uma visita privada à investigadora - foram presos pela Guarda Revolucionária do Irão, o exército ideológico do regime iraniano, em 05 de junho de 2019, no Aeroporto de Teerão.

Detida na prisão de Evin, em Teerão, Fariba Adelkhah iniciou uma greve de fome em 24 de dezembro para exigir a sua libertação e, de maneira mais geral, o "respeito à liberdade académica", segundo informou o grupo que se auto intitula comité de apoio.

Foi o próprio comité de apoio da investigadora que, preocupado com o estado "alarmante" a que chegou a saúde da investigadora, lhe pediu para pôr fim à greve de fome.

"Fariba Adelkhah respondeu a um pedido por escrito de ativistas políticos e da sociedade civil e encerrou a sua greve de fome ao meio-dia de hoje (12 de fevereiro)" referiu, na altura, Said Dehghan.

Na semana passada, cerca de 150 pessoas participaram numa manifestação silenciosa em Paris a favor da libertação imediata dos dois investigadores franceses.

No início deste mês, os dois investigadores, ambos com 60 anos, pediram às autoridades prisionais que autorizassem o seu casamento.

Fariba Adelkhah é antropóloga especializada em xiismo enquanto Roland Marchal é especialista na região do Corno de África.

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