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Irão ameaça europeus com abandono do tratado de não proliferação nuclear

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano advertiu hoje que o seu país abandonará o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) se a Europa levar a questão nuclear ao Conselho de Segurança da ONU.

Irão ameaça europeus com abandono do tratado de não proliferação nuclear
Notícias ao Minuto

13:31 - 20/01/20 por Lusa

Mundo Mohammad Javad Zarif

"Se os europeus continuarem com o seu comportamento inadequado ou se enviarem o dossier do Irão ao Conselho de Segurança retirar-nos-emos do TNP", sublinhou Mohammad Javad Zarif, citado pela agência oficial IRNA.

O chefe da diplomacia iraniana criticou o facto de França, Alemanha e Reino Unido estarem a tomar medidas - como recorrer ao mecanismo de resolução de conflitos para forçar Teerão a cumprir os compromissos assumidos no acordo nuclear assinado em 2015 - com base "em jogos políticos".

"Não há qualquer base legal e nós temos várias opções", afirmou Zarif, reiterando que o Irão pode voltar a respeitar os seus compromissos nucleares se os europeus fizeram o mesmo em relação às suas obrigações.

O ministro disse ainda que o Irão tem projetado "um passo novo e mais eficaz antes de abandonar o TNP", se os europeus não cumprirem as suas responsabilidades.

Zarif não deu pormenores, mas o presidente do parlamento iraniano, Ali Larijani, disse no domingo que uma opção é deixar de cooperar com a Agência Internacional de Energia Atómica.

Teerão anunciou no passado dia 5 que ia deixar de cumprir mais uma das limitações impostas ao seu programa nuclear pelo acordo internacional com as grandes potências de 2015, um quinto passo da sua redução gradual do respeito pelo pacto.

Na semana passada, os três signatários europeus do acordo acionaram o referido mecanismo de resolução de disputas, num processo que será supervisionado pela União Europeia (UE).

O acordo foi posto em causa depois de os Estados Unidos decidirem retirar-se dele unilateralmente, em maio de 2018, e restabelecerem sanções económicas ao Irão, que os restantes signatários (além dos europeus, a Rússia e a China) não conseguiram contrariar.

Em resposta, Teerão decidiu, a partir de maio último, deixar de respeitar alguns dos compromissos do acordo, que limitava grandemente a sua atividade nuclear.

Se a disputa chegar ao Conselho de Segurança existe a possibilidade de voltarem a ser impostas ao Irão sanções internacionais que foram levantadas com a assinatura do acordo. 

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