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Jerónimo de Sousa defende que Portugal só tem "a ganhar" com a China

O secretário-geral do Partido Comunista Português, disse hoje, em Lisboa, que Portugal só tem a ganhar no relacionamento com a China, baseado no princípio das vantagens mútuas e considerou haver sinais de investimento chinês no setor produtivo.

Jerónimo de Sousa defende que Portugal só tem "a ganhar" com a China
Notícias ao Minuto

21:37 - 11/12/19 por Lusa

Política PCP

"Portugal só tem a ganhar no relacionamento com a China, como com qualquer outro país, desde que vigore o princípio de vantagens mútuas para ambos os países", afirmou à Lusa Jerónimo de Sousa, à margem da inauguração da exposição de fotografia que assinala o 20º aniversário do retorno de Macau para a administração chinesa, no Centro Científico e Cultural de Macau.

Questionado sobre o tipo de investimento chinês em Portugal, mais de capital e não no setor produtivo, gerador de emprego, o político ressalvou que da parte do PCP "não existe nenhum preconceito, antes pelo contrário, em relação ao investimento estrangeiro".

"Nós saudamos o investimento estrangeiro que beneficie o nosso país, onde haja vantagens significativas, não só na criação de emprego, mas no próprio desenvolvimento económico, desenvolvimento territorial, e na diversidade", afirmou o único líder partidário presente na inauguração da exposição chinesa.

Porém, considerou que "tem havido algum investimento chinês na produção".

Sobre a transição de Macau para a China, há 20 anos, Jerónimo de Sousa disse que "todos os elementos reconhecem" e demonstram que correu bem.

"Houve um processo de diálogo permanente, procura das soluções, tranquilidade, e a forma pacífica como se procedeu a esse retorno é de valorizar, na medida em que as duas partes consideraram aquilo que era fundamental, que Macau de facto pertencia à China", sublinhou.

Para o líder do PCP, as vantagens que Portugal retirou da presença de séculos naquele território foram "os laços, que se reforçaram" e, além da cultura portuguesa numa região tão longínqua, "também a própria língua, que facilita o desenvolvimento e o aprofundamento dessas relações".

"Creio que podemos afirmar que, no quadro da normalização das relações e da sua própria evolução, fundamentalmente os dois povos e os dois países beneficiaram disso. Naturalmente com culturas e história diferentes", salientou.

Jerónimo de Sousa notou que, "hoje, a evolução da própria humanidade é muito determinada por um relacionamento entre os povos".

"Num quadro de vantagens mútuas, pensamos que isso é importante. Independentemente de qualquer sistema social que vigore, o relacionamento entre os povos e os países é importante, não só numa perspetiva de paz e de relacionamento, mas também de desenvolvimento e de progresso", considerou.

Na inauguração da exposição de fotografia que assinala o 20º aniversário do retorno da administração de Macau para a China, o embaixador da China em Portugal, Cai Run, disse que "a prosperidade e estabilidade" de Macau, nos últimos 20 anos, mostrou ao mundo uma prática bem sucedida de "um país, dois sistemas".

A cerimónia contou ainda com a presença de antigos governadores portugueses do território, como Rocha Vieira e Garcia Leandro, e da secretária de Estado das Comunidade Portuguesas, Berta Nunes.

Uma ocasião que foi ainda aproveitada pelo embaixador chinês para frisar que os últimos 20 anos, ou seja depois do retorno de Macau "à pátria mãe", com a transição da administração portuguesa do território para as mãos do Governo de Pequim, aniversário que se celebra em 19 de dezembro, "foi um período de práticas bem sucedidas do princípio 'um país, dois sistemas'".

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