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Republicanos interrompem testemunho de inquérito de 'impeachment'

O grupo de republicanos entrou de rompante na sala e atrasou em cinco horas os depoimentos das testemunhas agendados para hoje. Uma manobra política para assinalar as queixas republicanas sobre a forma como está a decorrer o inquérito de destituição de Trump.

Republicanos interrompem testemunho de inquérito de 'impeachment'

O Capitólio de Washington, nos Estados Unidos, foi palco de uma cena caótica esta quarta-feira quando um grupo de mais de 20 republicanos invadiu a sala onde estão a decorrer os depoimentos das testemunhas do inquérito de ‘impeachment’ a Donald Trump, de acordo com a Associated Press.

Na altura, decorria o depoimento à porta fechada de uma funcionária do Departamento de Defesa, Laura Cooper. O facto de muitos dos republicanos terem entrado na sala com aparelhos eletrónicos obrigou à interrupção do depoimento e atrasou em cinco horas os restantes depoimentos agendados para esta quarta-feira.

Estes depoimentos estão a acontecer numa sala totalmente segura, na qual os membros do Congresso que estão a assistir aos testemunhos podem ouvir informação confidencial. É por esse motivo que o facto de este grupo de republicanos ter entrado na sala com aparelhos eletrónicos é considerado como comprometedor para a segurança nacional.

Esta ação dos republicanos foi uma manobra política, que serviu para assinalar o seu protesto pela forma como o processo de inquérito está a ser conduzido pelos democratas. Os republicanos queixam-se de um tratamento injusto relativamente ao acesso aos depoimentos e o tempo que lhes é dado para inquirirem as testemunhas, queixas que são rejeitadas pelos democratas.

O presidente do Comité de Inteligência da Câmara Adam Schiff já tinha reagido a estas críticas numa carta que escreveu na semana passada, e na qual referiu que “a maioria (democratas) e a minoria (republicanos) tiveram direito a uma representação e a tempo para questionarem as testemunhas equitativo”.

A CNN, que está a citar fontes próximas deste protesto, avança que Donald Trump teve conhecimento antecipado deste protesto. O presidente esteve reunido esta terça-feira com alguns dos legisladores republicanos envolvidos no protesto de hoje.

Donald Trump está a ser alvo deste processo de destituição devido às alegadas pressões que fez ao presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy para investigar Hunter Biden, filho de Joe Biden, candidato democrata às presidenciais do próximo ano, e que é apontado pelas sondagens mais recentes como o grande favorito para obter a nomeação democrata.

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