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  • 22 OUTUBRO 2019
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Região do mediterrâneo sofre aquecimento mais rápido que a média mundial

A região do mediterrâneo está a aquecer a um ritmo 20% mais rápido do que a média mundial e a temperatura deverá subir 2,2 graus celsius até 2040, conclui um estudo divulgado hoje.

Região do mediterrâneo sofre aquecimento mais rápido que a média mundial

Um Relatório de Avaliação Científica sobre Mudanças Climáticas e Ambientais no Mediterrâneo, apresentado hoje no "4º Fórum Regional da União para o Mediterrâneo" concluiu que caso não se apliquem medidas corretivas, o nível do mar subirá um metro até 2100, afetando um terço da população da área.

De acordo com o relatório, o aumento da temperatura, elevação do nível do mar, escassez de água, morte em massa de espécies marinhas, diminuição de colheitas e produção de pesca e gado, incêndios em larga escala, aumento de secas e ondas de calor, são algumas das consequências que as mudanças climáticas podem ter na região mediterrânica.

O relatório foi apresentado por Wolfgang Cramer, coordenador da rede de cientistas Mediterranean Experts on Climate and environmental Change (MedECC), e pela principal autora, Semia Cherif, da Universidade El Manar de Tunis, na Tunísia.

Semia Cherif relevou os efeitos das mudanças climáticas na água e nos alimentos, recordando que o aumento de um metro no nível do Mar Mediterrâneo afetaria quase 200 milhões de pessoas e colocaria em risco os seus meios de subsistência. Cherif também apontou os riscos de contaminação de água potável e indicou que em 20 anos a disponibilidade de água doce diminuirá até 15%.

Segundo o relatório, uma alta concentração de gases com efeito de estufa poderia causar um aumento de temperatura ainda maior, que em 2100 chegaria a cinco graus. Wolfgang Cramer apontou que para cada grau de subida da temperatura do mar, os peixes diminuem entre 20% e 30% em tamanho, sendo que em 2050, o peso corporal médio dos peixes baixará em 49%.

O secretário-geral da União para o Mediterrâneo (UpM), Nasser Kamel, alertou para das "calamidades" que as mudanças climáticas podem causar e que afetariam "a estabilidade e a prosperidade da região".

O vice-diretor geral da Comissão Europeia, Maciej Popowski, garantiu que a luta contra as mudanças climáticas é uma das prioridades das instituições comunitárias.

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