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Tripulação bêbada e barco sem licença em naufrágio que matou 95 pessoas

Catamarã deixou a ilha de Nonouti para o sul de Tarawa, capital de Kiribati, no dia 18 de janeiro. Únicos sete sobreviventes foram encontrados no dia 28 de janeiro, sendo que a operação de buscas só se iniciou uma semana depois.

Tripulação bêbada e barco sem licença em naufrágio que matou 95 pessoas

A embarcação que, em janeiro de 2018, fazia uma viagem de recreação nas ilhas Kiritabi, levava a bordo 102 pessoas mas só sete sobreviveram e depois de mais de uma semana à deriva nas águas do Pacífico. O relatório da Comissão de Inquérito ao incidente foi esta segunda-feira tornado público e traça um cenário de desastre em torno do 'MV Butiraoi'.

Recorde-se que a embarcação, um catamarã de madeira de 17,5 metros de comprimento, deixou a ilha de Nonouti para o sul de Tarawa, capital de Kiribati, no dia 18 de janeiro, numa viagem de cerca de 240 quilómetros que deveria durar dois dias.

As autoridades locais, porém, só iniciaram uma operação de busca e resgate no dia 26, quando a chegada a Tarawa já devia ter acontecido vários dias antes. Dois dias depois, a 28 de janeiro, foi encontrado um pequeno barco de madeira com sete pessoas, os únicos sobreviventes do naufrágio [foto acima].

O que aconteceu foi que a embarcação, com peso a mais e a enfrentar ondas com mais de dois metros de altura, partiu em dois e afundou-se duas horas após a partida. O catamarã partiu sem notificar as autoridades, o que contribuiu para atrasar o lançamento de uma operação de busca. Paralelamente, a tripulação tinha bebido álcool.

Foram lançados dois botes salva-vidas, com 50 pessoas cada. Um deles afundou-se por estar furado. As pessoas que ficaram na água tentaram subir para o outro bote, que se afundou também, devido a uma falha. Os sobreviventes foram-se agarrando ao que encontravam.

O inquérito, citado pelo Guardian, revelou que o 'MV Butiraoi', que já tinha encalhado duas vezes, não tinha licença para transporte de passageiros, para além de estar acima da ocupação limite. A maior parte das 95 vítimas mortais morreram de fome, desidratação e hipotermia. Uma mulher morreu ao dar à luz, enquanto estava à deriva no oceano.

Embora estabelecendo que a tripulação e o capitão contribuíram para o maior desastre marítimo da história das ilhas Kiribati, a comissão concluiu que não houve intenção ou ação maliciosas. Fez ainda algumas recomendações, incluindo a construção de um monumento em honra dos mortos.

Os sete sobreviventes foram resgatados por um barco de pescadores, após terem sido localizados numa balsa de emergência por uma aeronave da Força Aérea da Nova Zelândia, que lhes lançou água e alimentos.

Kiribati é um arquipélago com cerca de 110 mil pessoas e está localizado a nordeste das Fiji.

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