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Israel acusa Irão de tentar fabricar mísseis de alta precisão no Líbano

O exército israelita acusou hoje o Irão de tentar fabricar mísseis guiados de precisão, através do seu aliado o movimento xiita libanês Hezbollah, que podem causar uma "enorme perda de vidas" em Israel.

Israel acusa Irão de tentar fabricar mísseis de alta precisão no Líbano

As afirmações surgem depois de um ataque no fim de semana de aparelhos aéreos não tripulados ('drones') ao bastião do Hezbollah em Beirute, atribuído pelo Líbano a Israel. Na quarta-feira terão ocorrido em represália disparos do exército libanês contra 'drones' israelitas.

Os militares israelitas não confirmaram hoje os incidentes com 'drones' em Beirute, mas afirmaram ter informações que provam que o Hezbollah está a tentar transformar 'rockets' em mísseis de alta precisão.

O seu plano é "transformar 'rockets' 'insignificantes' em mísseis de alta precisão", declarou numa conferência telefónica o porta-voz do exército israelita, Jonathan Conricus, precisando que o Hezbollah dispõe atualmente de 130.000 'rockets' no Líbano.

"Esta quantidade é em si uma ameaça. Estes 'rockets' não são precisos, mas se (o Hezbollah) for capaz de produzir um arsenal de mísseis guiados (...) a situação é diferente e muito mais perigosa" pois esses mísseis podem causar "enormes perdas humanas e materiais" em Israel, sublinhou.

Segundo os militares israelitas, o Irão tentou entre 2013 e 2015 transportar mísseis terra-terra para o Líbano através da Síria, mas após "falhanços" Teerão terá modificado a abordagem em 2016 e optado por "transformar" 'rockets' em mísseis de alta precisão.

"O Hezbollah ainda não tem capacidade industrial para produzir estes mísseis guiados de precisão... mas continua (a trabalhar neste sentido) e isto é uma ameaça desestabilizadora", adiantou Conricus.

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, considerou no domingo que o ataque atribuído ao Estado hebreu marca o início de uma nova fase "muito perigosa para o Líbano" na qual Israel iria utilizar aviões não tripulados armados "a cada dois, três dias", assegurando que o seu movimento iria "fazer tudo para o impedir".

Considerado por Israel e pelos Estados Unidos como uma "organização terrorista", o Hezbollah é um importante ator político no Líbano, parte da coligação governamental. Intervém militarmente na guerra da Síria ao lado do Irão, apoiando o regime de Damasco.

Na segunda-feira, Benjamin Netanyahu declarou que Israel está pronto a defender-se "por todos os meios necessários" face ao Irão, que age segundo ele "em várias frentes para realizar ataques contra o Estado de Israel".

O último grande confronto entre o Hezbollah e Israel data de 2006, quando 33 dias de guerra fizeram 1.200 mortos do lado libanês e 160 do lado israelita.

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