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"Se for preciso, dou a minha última gota de sangue pela Amazónia"

A Amazónia arde. Os indígena que ali vivem relembram que o problema vem de há muito e que se agrava "a cada dia".

É tida como o 'pulmão' do mundo.  E continua a arder.

A Amazónia tem servido para debates políticos e 'trocas de galhardetes', para acusações sem provas por parte do presidente brasileiro, para o uso de imagens falsas ou desatualizadas ou descontextualizadas. E, no entretanto, continua a arder.

Arde, com mais intensidade ainda este ano, como mostram os dados e imagens da Nasa e do instituto brasileiro Inpe, mas as chamas são apenas uma parte da história da destruição da floresta Amazónia, uma que se agrava mas que começou há muitos, muitos anos, e que se agravou com a progressão voraz das indústrias que exploram os recursos, muitas vezes sem a devida regulação.

No terreno, a BBC falou com membros da tribo Mura, indígenas que ali continuaram a fazer a sua vida, apesar da destruição progressiva da sua casa de sempre e das mortes que se acumulam dos seus, ao longo das décadas.

Em português, o líder dos Mura - Raimundo Mura - falou à cadeia britânica sobre a sua resistência pessoal, numa entrevista gravada num cenário que já permite perceber um pouco do que fica quando não há Amazónia. "É destruição". e "se for preciso, dou a minha última gota de sangue por essa floresta", salienta.

A Amazónia não é apenas uma questão de oxigénio, do ar que respiramos - o tal 'pulmão'. É também importante em retardar o avanço do aquecimento global. Além do mais, vivem ali cerca de três milhões de espécies de árvores e animais, para além de cerca de um milhão de indígenas. E, no entretanto, continua a arder.

À mesma cadeia britânica, um outro membro da mesma tribo, Handach Wakana Mura, relembra as lutas do passado que se misturam com a do momento. "Todos esses anos a gente resistiu aqui, quando quase não havia acesso, quando chegou a energia e chegaram as invasões. A cada dia que passa vemos a destruição avançar, o desmantelamento, as invasões, a extração de madeira. A gente fica entristecido porque a floresta morre a cada momento e a gente sente o clima mudando", conta.

As imagens que pode ver anexo são de membros desta tribo, foram captadas esta semana e divulgadas esta sexta-feira pela Reuters.

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