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Sudão: Primeiro dia de governo de transição com homenagem a mortos

Dezenas de sudaneses concentraram-se hoje na capital do Sudão, Cartum, no primeiro dia de governo de transição, para homenagear as pessoas que morreram durante a revolução iniciada em dezembro e que levou à destituição do ex-Presidente Omar al-Bashir.

Sudão: Primeiro dia de governo de transição com homenagem a mortos
Notícias ao Minuto

06:17 - 23/08/19 por Lusa

Mundo Sudão

Vários jovens pintaram e escreveram em paredes da capital os nomes de "mártires da revolução", naquele que é o primeiro dia de um período de transição entre militares e civis que durará três anos, até à realização de eleições.

Na concentração, em que se leram passagens do Alcorão, muitos dos participantes apresentavam-se com riscas azuis pintadas no rosto, uma homenagem aos mortos durante a revolução, em particular às centenas que morreram durante uma violenta operação pelas forças de segurança no início de junho.

Esta operação, em 03 de junho, representou um marco nas negociações entre a plataforma civil que representava os manifestantes desde o início dos protestos e o conselho militar que assumiu o poder depois da destituição, em 11 de abril, de al-Bashir.

Os episódios de violência em Cartum no início de junho levaram ao atraso das negociações que conduziram à criação de um Conselho Soberano que lidera, desde quarta-feira, a transição no Sudão.

Fatma al Zahraa, uma jovem que pincelava o nome de um dos mortos durante os protestos, Abdelsala Aasha, disse à agência espanhola Efe que o Sudão chegou "ao que queriam os mártires, um país civil", e que agora tem "justiça pelos seus mártires".

As autoridades no Sudão estão a conduzir investigações à violência contra os manifestantes e procuram identificar os responsáveis pelas mortes registadas desde dezembro.

Na quarta-feira, o Presidente do Conselho Soberano, o marechal Adelfatah al-Burhan, e o primeiro-ministro, o economista Abdalla Hamdok, foram empossados, assim como os 11 membros do órgão de transição.

O Conselho Soberano, formado por cinco militares e por cinco civis, assim como por um 11.º membro eleito pelos dois, será presidido por militares nos primeiros 21 meses.

Nos 18 meses seguintes, um civil ocupará a presidência do país, que terá também um Conselho de Ministros e um Conselho Legislativo transitórios até à realização de eleições democráticas, de acordo com o projeto acordado entre os militares e a oposição.

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