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Jihadistas abatem avião governamental e regime consolida posições

Um avião do exército sírio foi abatido hoje por 'jihadistas', o primeiro desde a escalada militar dos últimos meses no noroeste da Síria, ainda sob controlo dos rebeldes, mas com as forças governamentais a consolidarem posições.

Jihadistas abatem avião governamental e regime consolida posições
Notícias ao Minuto

20:34 - 14/08/19 por Lusa

Mundo Síria

Um correspondente da AFP no local viu fumo preto a sair dos destroços de um avião com a bandeira síria.

A maior parte da província de Idlib, assim como os segmentos das províncias vizinhas de Alepo, Hama e Latakia, ainda escapam ao controlo do Presidente Bashar al-Assad, oito anos após o início do conflito.

Esta região, dominada pelo grupo 'jihadista' Hayat Tahrir al-Sham (HTS, ex-ramo sírio da Al-Qaida), e que abriga alguns grupos rebeldes, é alvo desde o final de abril de bombardeamentos quase diários do regime e dos seus aliados russos.

De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), o avião abatido, um Sukhoi, estava envolvido no bombardeamento das áreas detidas por HTS e grupos rebeldes.

O piloto foi capturado.

A aeronave sobrevoava uma área a leste de Khan Cheikhoun, uma cidade estratégica no sul da província de Idlib, revelou o diretor do Observatório, Rami Abdel Rahman, acrescentando que o piloto estava "nas mãos" do HTS.

O grupo 'jihadista' reivindicou o ataque em comunicado, afirmando que o avião caiu na localidade de Latamné, a poucos quilómetros de Khan Sheikhoun.

O avião foi abatido quando as forças do regime se moviam em direção à cidade-chave de Khan Cheikhoun, localizada na estrada principal que passa por Idlib e liga a capital, Damasco, à metrópole de Alepo (norte), ambas sob controlo governamental.

"As forças do regime estão agora a quatro quilómetros a oeste de Khan Sheikhoun, depois de terem conquistado cinco aldeias vizinhas", disse Abdel Rahman anteriormente, que acrescentou: "Apenas campos agrícolas os separam da cidade".

Para leste, os combatentes pró-regime de Assad encontram-se a seis quilómetros de distância e tentam conquistar uma colina perto da cidade, acrescentou.

Ao início da noite, ocorreram combates e bombardeamentos, especialmente a leste da cidade, disse o diretor do OSDH, enquanto as forças pró-regime consolidaram as suas posições na Frente Ocidental, no quadro de um relativo avanço no terreno.

Ao longo dos anos, o regime de Damasco conseguiu consolidar sua participação em mais de 60% do país, graças ao apoio da Rússia e do Irão.

Ainda durante o dia de hoje, os raides russos sobre várias cidades e aldeias do sul de Idlib causaram a morte de quatro civis em Maaret Hourma e nos arredores, incluindo um socorrista dos Capacetes Brancos, um motorista de ambulância e uma enfermeira da Sociedade Médica Americana Síria (SAMS).

Nos combates morreram 16 membros das forças pró-regime e 31 combatentes 'jihadistas' e rebeldes, segundo dados do OSDH.

A intensidade dos bombardeamentos e o avanço das forças pró-regime provocaram grandes deslocações populacionais na região.

De acordo com o OSDH, desde o final de abril, mais de 820 civis morreram nos atentados.

Mais de 400 mil pessoas foram deslocadas nesta região, que abriga três milhões de pessoas, indica a ONU, que alerta para uma "catástrofe" humanitária.

Iniciada em 2011, a guerra na Síria já causou mais de 370.000 mortos e deslocou milhões de pessoas.

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