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Responsável venezuelano rejeita em Genebra "relatório parcial" da ONU

Um alto diplomata venezuelano criticou hoje o que designou como "visão parcial" de um relatório da Alta comissária da ONU para os direitos humanos que denuncia torturas, abusos sexuais e mortes extrajudiciais no país, e pediu que seja "corrigido".

Responsável venezuelano rejeita em Genebra "relatório parcial" da ONU

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, William Castillo, insistiu que o relatório da Alta comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, Michele Bachelet, "não reflete a realidade do nosso país". E assegurou que a Venezuela vai acatar as recomendações "construtivas".

"Pedimos que o seu conteúdo seja corrigido, e exortamos para que atuem de uma forma equilibrada e respeitosa", referiu Castillo no Conselho de direitos humanos da ONU, em Genebra.

"O conteúdo deste relatório é incompreensível, dominado por uma visão parcial e seletiva", referiu Castillo. "Trata-se de um texto sem rigor científico, com sérios erros na metodologia e que parece uma cópia de relatórios anteriores".

Após apresentar o relatório, que foi divulgado na quinta-feira perante o Conselho, Bachelet insistiu que foram recolhidos depoimentos de vítimas dos campos do governo e da oposição, e defendeu a metodologia. Desde que assumiu o cargo em 2018 garante que insistido junto dos seus funcionários sobre a necessidade de relatar os factos com precisão e equilíbrio.

Previamente, o Governo venezuelano já tinha contestado em 70 pontos o relatório de Michelle Bachelet. "O relatório apresenta uma visão seletiva e abertamente parcializada sobre a verdadeira situação de direitos humanos na República Bolivariana da Venezuela, que contradiz os princípios que devem reger o tratamento dos assuntos de direitos humanos, contidos na Declaração e Programa de Ação de Viena", lê-se no documento divulgado pelo Governo.

De acordo com o relatório, o Governo da Venezuela registou quase 5.300 mortes em operações de segurança, em 2018, alegando que resultaram de "resistência à autoridade",

Segundo o gabinete de Michelle Bachelet, outras 1.569 mortes já foram registadas no primeiro semestre de 2019, números de execuções extrajudiciais que são considerados "chocantemente elevados".

O relatório da ONU foi apresentado depois de Bachelet ter visitado a Venezuela, entre 19 e 21 de junho passado, e baseia-se em relatos de defensores de direitos das vítimas, testemunhas de violações e outras fontes.

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