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Trump anuncia destacamento de mais 1.500 soldados para o Médio Oriente

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje o envio de 1.500 soldados suplementares para o Médio Oriente, num momento de fortes tensões entre os Estados Unidos e o Irão.

Trump anuncia destacamento de mais 1.500 soldados para o Médio Oriente

"Queremos estar protegidos no Médio Oriente", declarou Trump, a partir da Casa Branca, em Washington.

"Vamos enviar um número relativamente pequeno de tropas, a maior parte preventivas, e algumas pessoas muito dotadas", prosseguiu o chefe de Estado norte-americano, em declarações à comunicação social, antes de prosseguir viagem para o Japão.

A administração norte-americana notificou o Congresso deste reforço de elementos na região do Médio Oriente algumas horas antes do anúncio de Trump.

As forças serão deslocadas durante as próximas semanas e as suas principais responsabilidades e atividades terão uma "natureza defensiva", segundo uma cópia da notificação da administração Trump a que a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP) teve acesso.

A missão destes elementos suplementares inclui proteger as forças norte-americanas já destacadas na região e garantir a liberdade de navegação, de acordo com o mesmo documento.

Este anúncio surge num momento em que o clima de tensão entre Washington e Teerão tem vindo a subir de tom.

Trump decidiu em maio de 2018 retirar unilateralmente os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 e restabelecer sanções contra o Irão, que muito prejudicam a sua economia.

Visando impedir o Irão de obter a arma atómica, o acordo prometia incentivos económicos em troca de restrições nas atividades nucleares iranianas.

A 08 de maio, o Presidente iraniano, Hassan Rohani, deu dois meses aos restantes signatários do acordo -- Alemanha, França, Reino Unido, China e Rússia -- para desenvolverem um plano que proteja o Irão das sanções norte-americanas.

O Irão, que de acordo com um relatório de fevereiro da Agência Internacional de Energia Atómica continuava a respeitar os compromissos do acordo, anunciou na segunda-feira que tinha quadruplicado a sua produção de urânio enriquecido, embora assegurando que se trata de urânio pouco enriquecido, salvaguardado no acordo nuclear.

No entanto, ao aumentar a produção, Teerão irá provavelmente ultrapassar em breve o limite das reservas determinado no tratado.

Na quinta-feira, o chefe do Pentágono (Departamento de Defesa norte-americano), Patrick Shanahan, afirmou que Washington estava a avaliar o envio de tropas suplementares num âmbito de uma reflexão para melhorar "a segurança" das forças norte-americanas destacadas no Médio Oriente.

Patrick Shanahan desmentiu, no entanto, os números que circulavam na imprensa norte-americana.

"Não é 10.000, não é 5.000. Isso não é correto", disse, na mesma altura, o secretário de Defesa norte-americano.

O Pentágono destacou para a região do Médio Oriente um porta-aviões, um navio de guerra, bombardeiros B-52 e uma bateria de mísseis terra-ar Patriot.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, mencionou recentemente "indicações inquietantes de uma escalada" por parte de Teerão.

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