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Governador de Roraima confirma que a fronteira do Brasil já está fechada

A fronteira terrestre entre o Brasil e a Venezuela está fechada desde as 14:00 locais (18:00 em Lisboa), seis horas antes do que havia sido anunciado pelo Presidente Venezuelano, Nicolás Maduro, disse o governador de Roraima.

Governador de Roraima confirma que a fronteira do Brasil já está fechada

A fronteira foi hoje encerrada pelas 14h00 locais (mais quatro em Lisboa), confirmou Antonio Denarium, governador daquele estado brasileiro, em declarações ao jornal Folha de São Paulo.

Denarium disse ainda não ter informações acerca de um eventual corte de energia em Roraima, visto que ela é proveniente do país vizinho, Venezuela.

No entanto, relatos de habitantes no local feitos à Lusa indicavam que a fronteira ainda se mantinha aberta.

O taxista Eliseu Dias, morador em Pacaraima, capital de Roraima, contou à Lusa que até às 16:20 (locais), a fronteira do Brasil com a Venezuela estava aberta.

"Fui lá dentro, em Santa Elena de Uairén [do lado venezuelano], e estão falando que vão fechar a fronteira. Está todo o mundo agitado do lado de lá. Acabei de abastecer meu carro em Santa Elena e voltei para o Brasil. Está todo mundo apavorado vendendo gasolina, vendendo as coisas para comprar alimentos aqui", contou.

"Nós pensávamos que o confronto ia ser sábado [quando o Presidente interino, Juan Guaidó, pretende fazer entrar a ajuda humanitária]. Estamos nos programando porque os camiões com remédios, comida, vão chegar e eles não querem deixar entrar", acrescentou.

O morador disse que o comércio na cidade de Pacaraima continua muito movimentado, mas que já não há pessoas a dormir nas ruas.

"Tem muitos venezuelanos aqui, parece uma feira, mas não estão dormindo nas ruas mais. Vejo também muitos deles descendo na estrada em direção ao Brasil e a Boa Vista", descreveu.

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ordenou hoje o encerramento das passagens de fronteira da Venezuela com o Brasil, e disse que está a avaliar fazer o mesmo na fronteira com a Colômbia.

"Decidi (que) no sul da Venezuela (...) a partir das 20:00 de hoje (00:00 de sexta-feira em Lisboa) (...) fica encerrada total e absolutamente, até nova ordem, a fronteira terrestre com o Brasil", anunciou Maduro numa reunião com militares no forte Tiuna de Caracas, o maior quartel do país.

Numa mensagem na rede social Twitter, justificou a decisão como "ações para proteger a paz nacional".

Na terça-feira, o Brasil anunciou a criação de um grupo de trabalho em Roraima, na fronteira com a Venezuela, para entregar ajuda humanitária àquele país a partir do próximo sábado, afirmou o porta-voz da Governo, Otávio do Rêgo Barros.

Roraima será o segundo ponto de ajuda, ao lado de Cúcuta, na Colômbia.

Segundo Rêgo Barros, alimentos e remédios serão disponibilizados na capital, Boa Vista, e em Pacaraima, município brasileiro que faz fronteira com a cidade venezuelana de Santa Elena de Uairen.

O terceiro ponto de entrega de ajuda fica nas Antilhas Holandesas, que reúnem as ilhas de Aruba, Curaçau e Bonaire.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou mais de 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados da ONU.

Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

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