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Saída do Reino Unido sem acordo "não pode ser controlada"

A diretora-geral da maior organização patronal britânica, a CBI, avisou hoje que uma saída do Reino Unido da União Europeia (UE) sem um acordo não pode ser controlada nem é desejável.

Saída do Reino Unido sem acordo "não pode ser controlada"
Notícias ao Minuto

12:40 - 11/01/19 por Lusa

Mundo CBI

Num discurso para empresários em Bristol, no sudoeste de Inglaterra, Carolyn Fairbairn avisou os deputados que preferem um 'Brexit' sem acordo a aprovar o acordo negociado pelo Governo com Bruxelas: "Não se enganem, uma ausência de acordo não pode ser 'controlada'. Nem é certamente desejável".

A imprensa britânica noticiou recentemente a disposição de alguns ministros em avançar para uma saída sem acordo "controlada", mas a União Europeia rejeitou a possibilidade de serem feitos acordos setoriais temporários para facilitar esse cenário.

A CBI, que agrega cerca de 190 mil empresas, prevê consequências económicas "profundas, abrangentes e duradouras", em que o Produto Interno Bruto (PIB) cairia até 8% se o Reino Unido saísse da UE sem um acordo a 29 de março.

"As empresas enfrentariam novos custos e tarifas. Os nossos portos seriam perturbados, separando as empresas das peças de que precisam para abastecer os seus clientes. Acordos comerciais com países como Japão, Coreia do Sul e Turquia seriam perdidos", explicou Fairbairn, segundo excertos do seu discurso divulgados antecipadamente.

O parlamento iniciou hoje o terceiro de cinco dias de debate sobre o texto, que se vão prolongar até ao dia do voto, na terça-feira, data em que faltarão apenas 73 dias para o 'Brexit', a 29 de março.

Para ser aprovado, o acordo precisa teoricamente de 320 votos a favor para contrariar mais de 300 votos esperados dos partidos da oposição, em particular do Partido Trabalhista, dos Liberais Democratas e do Partido Nacionalista Escocês.

A primeira-ministra, Theresa May, decidiu adiar a votação do acordo na véspera do dia previsto, em 11 de dezembro, antecipando uma derrota por uma "margem significativa", mas o número de deputados manifestamente contra mantém-se elevado.

Em causa está uma solução de salvaguarda para evitar que sejam impostos controlos alfandegários na fronteira entre a região britânica da Irlanda do Norte e a vizinha República da Irlanda, que é membro da UE, mantendo assim os compromissos do acordo de paz de 1998 para aquele território.

Apesar de algumas reservas ao texto, a CBI defende a aprovação do acordo pois este garante um período de transição até ao final de 2020 que permitiria às empresas continuarem a funcionar dentro das regras europeias e do mercado único até entrar em vigor um novo acordo económico e comercial entre o Reino Unido e a UE.

"A responsabilidade de garantir uma saída ordenada está agora nas mãos do parlamento", vincou Fairbarn, exortando os deputados a não arriscarem.

Mas se o acordo for rejeitado, a secretária-geral da CBI exige que o governo defina "imediatamente o que fará para evitar uma saída sem acordo e garantir isso".

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